Mostrando postagens com marcador doula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doula. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Livro "Parto Ativo" e meus atuais pensamentos sobre esse esperado momento


Esse livro é 100% recomendável em todos os sites/blogs favoráveis ao parto normal/natural.

Li em um dia, tamanho envolvimento com o tema abordado.

O  "conceito" do livro é que o parto é instintivo, que a mulher sabe o que deve ser feito no momento. O livro mostra posturas de yoga que conduzem a mulher aos seus próprios instintos.

Também explica a fisiologia, o que acontece com o nosso corpo no momento do parto. Isso foi novidade para mim, e achei muito importante entender exatamente o que vai acontecer e quais são as intervenções existentes e nem sempre necessárias. Fiquei com mais vontade de ter um parto natural, em uma posição vertical e vi que é possível.

Antes, alguns aspectos fisiológicos do parto me intimidavam. Como por exemplo, defecar durante o processo do nascimento. Ou gritar ou gemer.... sempre fui contida nos meus sentimentos, sempre tive dificuldade em expor e agora entendo que tudo isso faz parte do parto, do processo do nascimento e estou achando lindo! Quero mais é liberar meus "demônios" e colocar para fora tudo que sempre guardei. Tudo que sempre me ensinaram a guardar...  ser a princesinha, a menina educada que sempre agrada todos ao seu redor.... No parto, serei a mulher, selvagem, primitiva. Seguirei minhas vontade. E sinto que posso conseguir e agora acredito que a dor faz parte do processo. Que a dor nos eleva a outro plano, aonde nada mais importa. Aonde podemos ser nós mesmas, sem amarras, sem pré-conceitos.
Não é uma dor patológica como nos fazem crer! E sim uma dor de renascimento... do meu renascimento como mulher, como pessoa e do nascimento do meu filho, uma parte de mim.

Espero, de coração, que daqui algumas semanas eu possa escrever meu relato de parto e confirmar tudo isso que penso nesse momento. Pode ser que amanhã ou depois eu mude de idéia (por isso não gosto de contar para as pessoas as minhas expectativas, não quero pré nem pós julgamentos, pois realmente não sei o que vai ser), mas estou cada vez mais esclarecida sobre minha vontade, que é genuína e nem sei de onde vem.

Enfim, gostei muito de ter lido, ainda vou reler alguns capítulos com mais atenção. 

Meu próximo passo é seguir meu instinto, minha voz interior e buscar um obstetra humanizado que vai me dar todo apoio necessário. Isso, para mim, ainda é um obstaculo muito grande a ser vencido. Gosto demais da minha médica, que me acompanha desde sempre. Mas, apesar dela concordar nas consultas com minhas vontades, sinto, desde que engravidei que na hora H não será bem assim.

O outro obstaculo será meu marido que não pode ter mais gastos nesse momento e um médico humanizado dificilmente atende pelo convênio. Mas acredito que se tiver que ser, se eu tiver que passar por esse momento, vou conseguir um jeito de encaixar tudo da melhor forma possível.

Ufa, mais uma vez uso o blog como momento de reflexão e desabafo. A internet tem sido uma grande aliada nas informações de qualidade e na troca de experiências. Caso contrário, eu continuaria pensando, sem embasamento nenhum, que o parto normal é coisa do passado, de quem não tem condições financeiras ou dos "naturalistas"!





domingo, 9 de junho de 2013

E você, já ouviu falar em doula?

Ultimamente percebi que são pouquíssimas pessoas que sabem o que é e o que faz uma doula.
Muitas gestantes não conhecem e a maioria dos obstetras nem citam no pré-natal.

Eu mesma, antes de frequentar aulas de yoga e de mergulhar nesse universo da maternidade, também nunca tinha ouvido falar.

Segundo o site doulas:

"A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões."

É isso ai. Pessoalmente, ainda não vivenciei o momento do parto, mas acredito muito no apoio de uma doula. Não que a doula possa mudar o processo natural do que vai acontecer, mas apóia, incentiva e conforta a gestante para que essa tenha, apesar da dor, força de vontade e se empodere para conseguir lidar da melhor forma com o momento mágico do parto.

Mais infos:
-www.doulas.com.br
-www.partoativobrasil.com.br
-www.partodoprincipio.com.br