Pois é, faz mais de 4 meses que não apareço por aqui.
Tantas coisas aconteceram nesse tempo, inclusive a mais importante da minha vida: O nascimento do meu pequeno.
Quatro meses não me parece muito tempo, mas quando se vira mãe, recém-mãe, é uma eternidade.
Os quinze primeiros dias pós-parto foram os mais intensos da minha vida.
Reli alguns posts publicados, principalmente os referentes ao parto... e tchan tchan tchan tudo, absolutamente tudo foi diferente do previsto.
Para mim essa foi a maior lição da gestação... que não tenho controle de nada.
Eu imaginava ter um parto normal, dava muita importância a isso. Mas não foi... muito pelo contrário, fiz uma cesárea eletiva, por motivos médicos, os quais cito abaixo:
Quando estava na 36 semana da gestação, descobriram uma anormalidade no coraçãozinho do meu pequeno. Graças a d´s, não passou de um susto! Um baita susto.... os médicos queriam que um cardiologista acompanhasse o parto e assim que ele nascesse seria (e foi) examinado novamente, pois corria o risco de ter que operá-lo...
Imagina o meu coração?!!
Enfim, nem em TP entrei.... e sinceramente, hoje em dia isso não me incomoda em nada. Absolutamente nada. Minha recuperação foi ótima. Olho pro meu pequeno e agradeço todos os dias por ele esta aqui conosco e com muita saúde.
Não sei se vou dar continuidade no blog (alô alô será que tem alguém que lê??) mas hoje em especial fiquei com vontade de passar aqui e escrever um pouquinho.
Várias outras coisas não saíram como eu imaginava.... a amamentação, por exemplo.
Mas isso é assunto longo, ainda não superado. Fica para outro post!!
E os dilemas? São outros, mas muitos ainda.... e serão para sempre.
bye bye, estou sentindo um cheirinho de coco.... alguém me chama para troca!!!
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Em busca do equilíbrio interno
É sério, acho que consegui "entregar" o assunto do parto. Estou mais leve!
Depois de sofrer, brigar com marido, pensar, pensar e pensar muito, ler tudo que podia e mais um pouco, "entreguei".
Entreguei para o universo, para d´s, para o destino, para a vida.... vou fazer o que o possível, dentro dos meus limites.
Decidimos continuar com a mesma médica e acreditar que vai dar certo. E o que o certo e o melhor não será nem o normal e nem a cesárea e sim o que for possível para mim e para meu filho.
Também decidi não me deixar levar tanto para nenhum dos lados, nem o humanista/naturalista radical e nem o outro extremo. Estou em busca do equilíbrio, do que tem mais a ver comigo. Nem lá, nem cá. Afinal, penso que tudo que é extremo não é bom, não importa o que seja.
Assim, consigo curtir melhor esse finalzinho da gestação, sem preocupações, sem angustias e sem expectativas. Apenas quero ver o meu neném.
Depois de sofrer, brigar com marido, pensar, pensar e pensar muito, ler tudo que podia e mais um pouco, "entreguei".
Entreguei para o universo, para d´s, para o destino, para a vida.... vou fazer o que o possível, dentro dos meus limites.
Decidimos continuar com a mesma médica e acreditar que vai dar certo. E o que o certo e o melhor não será nem o normal e nem a cesárea e sim o que for possível para mim e para meu filho.
Também decidi não me deixar levar tanto para nenhum dos lados, nem o humanista/naturalista radical e nem o outro extremo. Estou em busca do equilíbrio, do que tem mais a ver comigo. Nem lá, nem cá. Afinal, penso que tudo que é extremo não é bom, não importa o que seja.
Assim, consigo curtir melhor esse finalzinho da gestação, sem preocupações, sem angustias e sem expectativas. Apenas quero ver o meu neném.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
E o assunto é: Festa! Será que as crianças precisam de todo esse show?
Sim, eu quero dar tudo de melhor para meu filho.
A melhor educação, a melhor criação, a melhor festa, a melhor viagem, a melhor.... Mas onde isso vai parar?
Outro dia fui a festinha de 1 ano do filho de um casal de amigos, veja bem, 1 ano. Ele deve estar começando a andar e ainda não fala. Imagino que não deve ter muitos amiguinhos, provavelmente crianças mais velhas, filhos dos amigos dos pais.
A festa foi num buffet, com tudo que tinha direito.... personagens fantasiados, teatrinho, "montanha-russa", piscina de bolinhas, brinquedão, etc.
Para os papais tinha todos os tipos de bebidas e comidinhas, num salão a parte, claro. As crianças ficavam com as babás.
Fora os fotógrafos e filmadores, que mais pareciam paparazzis, dignos de um astro de Hollywood.
Ficamos um tempo, afinal, ainda não tenho criança (fora da barriga) e as festinhas são legais, mas nem tanto para passar uma tarde toda!
Quando me dei conta que ainda não tinha visto o aniversariante. E o bebê perguntei, cadê?
Responderam: Dormiu!
Simples assim. Não o vi. Ele estava dormindo quase a festinha toda! Iam acordá-lo para o parabéns!
Fiquei me perguntando, para que tudo aquilo? Tem necessidade de fazer uma festa, gastar mais de R$10.000,00 (certeza que pela produção e número de convidados, menos do que isso não foi) se o próprio aniversariante mal faz ideia do que estava acontecendo? Para mostrar para os amigos?
Na hora de ir embora, tinha a mesa com as lembrancinhas. Isso mesmo, no plural. Todas as opções possíveis de lembrancinhas. A começar por uma mochilinha aonde as crianças guardavam as outras lembrancinhas que incluía estojo de canetinhas, brigadeiros de bisnaga, bloquinhos de anotações, bem-casados, e não consigo me lembrar do resto. Tudo personalizado, claro.
Ok, eu adorei, achei uma graça...mas me preocupa.
Fico imaginando a criança que os pais não podem dar uma festa dessa... vai sofrer bullying na escola?
Ou quando forem em uma festa mais simples, normal.... vão achar ruim? Vão perguntar aonde está o magico, o palhaço, os monitores, os personagens? Afinal, não basta ter apenas uma atração.
Sabe quando "menos é mais"? Na arquitetura usamos muito esse conceito.
Criança gosta de brincar, pode ser com brinquedinhos da 25 de março, não precisa ser personalizado. Aliás, criança gosta de coisas simples, como bolinha de sabão. Como a mãe e o pai brincando junto.
Como ouvir historinhas. Muitas vezes basta um simples playground com gira gira e escorregador.
Criança gosta de pintar, de plantar, de se sujar.
Mas não é isso que tenho visto nas festinhas.... e sim um show, um desfile com trocas de figurinos que mais parece uma competição entre os pais ou um baile de debutantes. A começar pelo convite.
Lembro das minhas festinhas na escola.... as próprias crianças faziam e usavam uma coroa de papelão toda enfeitada. O pai que tirava as fotos e tinha aquele bolinho delicia, feito em casa, embrulhado um a um no papel alumínio (era o cupcake da época). Bons tempos!
Ou o "must have" que era a festinha no McDonald´s... Tudo bem, que não é dos lugares mais nutritivos etc, mas em dia de festa pode, né? Eu amava! E era tão simples....
Sim, vamos comemorar! Mas, que tal, rever nossos conceitos e exageros? Como queremos preparar nossos filhos para o futuro, para a vida real? Posso apostar que isso tudo influência de alguma maneira.
A melhor educação, a melhor criação, a melhor festa, a melhor viagem, a melhor.... Mas onde isso vai parar?
Outro dia fui a festinha de 1 ano do filho de um casal de amigos, veja bem, 1 ano. Ele deve estar começando a andar e ainda não fala. Imagino que não deve ter muitos amiguinhos, provavelmente crianças mais velhas, filhos dos amigos dos pais.
A festa foi num buffet, com tudo que tinha direito.... personagens fantasiados, teatrinho, "montanha-russa", piscina de bolinhas, brinquedão, etc.
Para os papais tinha todos os tipos de bebidas e comidinhas, num salão a parte, claro. As crianças ficavam com as babás.
Fora os fotógrafos e filmadores, que mais pareciam paparazzis, dignos de um astro de Hollywood.
Ficamos um tempo, afinal, ainda não tenho criança (fora da barriga) e as festinhas são legais, mas nem tanto para passar uma tarde toda!Quando me dei conta que ainda não tinha visto o aniversariante. E o bebê perguntei, cadê?
Responderam: Dormiu!
Simples assim. Não o vi. Ele estava dormindo quase a festinha toda! Iam acordá-lo para o parabéns!
Fiquei me perguntando, para que tudo aquilo? Tem necessidade de fazer uma festa, gastar mais de R$10.000,00 (certeza que pela produção e número de convidados, menos do que isso não foi) se o próprio aniversariante mal faz ideia do que estava acontecendo? Para mostrar para os amigos?
Na hora de ir embora, tinha a mesa com as lembrancinhas. Isso mesmo, no plural. Todas as opções possíveis de lembrancinhas. A começar por uma mochilinha aonde as crianças guardavam as outras lembrancinhas que incluía estojo de canetinhas, brigadeiros de bisnaga, bloquinhos de anotações, bem-casados, e não consigo me lembrar do resto. Tudo personalizado, claro.
Ok, eu adorei, achei uma graça...mas me preocupa.
Fico imaginando a criança que os pais não podem dar uma festa dessa... vai sofrer bullying na escola?
Ou quando forem em uma festa mais simples, normal.... vão achar ruim? Vão perguntar aonde está o magico, o palhaço, os monitores, os personagens? Afinal, não basta ter apenas uma atração.
Sabe quando "menos é mais"? Na arquitetura usamos muito esse conceito.
Criança gosta de brincar, pode ser com brinquedinhos da 25 de março, não precisa ser personalizado. Aliás, criança gosta de coisas simples, como bolinha de sabão. Como a mãe e o pai brincando junto.
Como ouvir historinhas. Muitas vezes basta um simples playground com gira gira e escorregador.
Criança gosta de pintar, de plantar, de se sujar.
Mas não é isso que tenho visto nas festinhas.... e sim um show, um desfile com trocas de figurinos que mais parece uma competição entre os pais ou um baile de debutantes. A começar pelo convite.
Lembro das minhas festinhas na escola.... as próprias crianças faziam e usavam uma coroa de papelão toda enfeitada. O pai que tirava as fotos e tinha aquele bolinho delicia, feito em casa, embrulhado um a um no papel alumínio (era o cupcake da época). Bons tempos!
Ou o "must have" que era a festinha no McDonald´s... Tudo bem, que não é dos lugares mais nutritivos etc, mas em dia de festa pode, né? Eu amava! E era tão simples....
Sim, vamos comemorar! Mas, que tal, rever nossos conceitos e exageros? Como queremos preparar nossos filhos para o futuro, para a vida real? Posso apostar que isso tudo influência de alguma maneira.
domingo, 9 de junho de 2013
E você, já ouviu falar em doula?
Ultimamente percebi que são pouquíssimas pessoas que sabem o que é e o que faz uma doula.
Muitas gestantes não conhecem e a maioria dos obstetras nem citam no pré-natal.
Eu mesma, antes de frequentar aulas de yoga e de mergulhar nesse universo da maternidade, também nunca tinha ouvido falar.
Segundo o site doulas:
"A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões."
É isso ai. Pessoalmente, ainda não vivenciei o momento do parto, mas acredito muito no apoio de uma doula. Não que a doula possa mudar o processo natural do que vai acontecer, mas apóia, incentiva e conforta a gestante para que essa tenha, apesar da dor, força de vontade e se empodere para conseguir lidar da melhor forma com o momento mágico do parto.
Mais infos:
-www.doulas.com.br
-www.partoativobrasil.com.br
-www.partodoprincipio.com.br
Muitas gestantes não conhecem e a maioria dos obstetras nem citam no pré-natal.
Eu mesma, antes de frequentar aulas de yoga e de mergulhar nesse universo da maternidade, também nunca tinha ouvido falar.
Segundo o site doulas:
"A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões."
É isso ai. Pessoalmente, ainda não vivenciei o momento do parto, mas acredito muito no apoio de uma doula. Não que a doula possa mudar o processo natural do que vai acontecer, mas apóia, incentiva e conforta a gestante para que essa tenha, apesar da dor, força de vontade e se empodere para conseguir lidar da melhor forma com o momento mágico do parto.
Mais infos:
-www.doulas.com.br
-www.partoativobrasil.com.br
-www.partodoprincipio.com.br
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Registro para meu filho
Filho,
Hoje foi dia de te ver no ultrassom. Passaram-se 4 semanas desde o último ultrassom e você cresceu bastante. Já está com 950g e 33cm. Um meninão, achamos que está a cara do papai.
Me emocionei ao te ver... até então, os exames, para mim, tinham objetivo prático de saber se está tudo certinho, correndo bem. Sempre técnico, com medidas e imagens que não visualizamos direito.
Agora que você está maiorzinho, consegui focar mais na emoção de te conhecer. E como você é lindo!
Faltam exatos 90 dias para a data prevista de sua chegada. Filho, saiba que a passagem para cá pode não ser fácil, nem simples. Você vai ter que aprender a respirar, a mamar, passar frio...muitas sensações novas e a mamãe não vai poder te proteger de tudo, mas, prometo que estaremos sempre ao seu lado para ajudar e com muito amor.
Te amo!
Hoje foi dia de te ver no ultrassom. Passaram-se 4 semanas desde o último ultrassom e você cresceu bastante. Já está com 950g e 33cm. Um meninão, achamos que está a cara do papai.
Me emocionei ao te ver... até então, os exames, para mim, tinham objetivo prático de saber se está tudo certinho, correndo bem. Sempre técnico, com medidas e imagens que não visualizamos direito.
Agora que você está maiorzinho, consegui focar mais na emoção de te conhecer. E como você é lindo!
Faltam exatos 90 dias para a data prevista de sua chegada. Filho, saiba que a passagem para cá pode não ser fácil, nem simples. Você vai ter que aprender a respirar, a mamar, passar frio...muitas sensações novas e a mamãe não vai poder te proteger de tudo, mas, prometo que estaremos sempre ao seu lado para ajudar e com muito amor.
Te amo!
Episódios da Maternidade: vizinhos
Coisas que só acontecem quando se está grávida...
Sabe aquela vizinha que você viu poucas vezes, nem simpática nem antipática, que cumprimenta com sorrizinho forçado e um bom dia/boa tarde/boa noite?
Pois é, encontrei uma dessas há uns dias atrás.
Meniiiina, virou melhor amiga quando viu o "barrigón". Me passou uma cartilha completa de conselhos de como cuidar,criar bebês,quais melhores quadras para se passear com o bebê pelo bairro,qual melhor horário para descer no prédio.... Fiquei sabendo como engravidou, como se cuidou durante e depois da gestação, possíveis escolas para o filho, como foi o parto, o hospital escolhido, licença maternidade, etc etc e etc.
Depois de meia hora de conversa e ela atrasada para a manicure, nos despedimos: "prazer te encontrar", "muito legal mesmo", e a propósito "como você se chama?". Rá.
Sabia tudo sobre ela, menos o nome.
Concluí que as mulheres, depois da maternidade, deixam um pouco de lado a competição pessoal e criam um vínculo, "amizade" e uma soliedariedade inexplicável.
E antes de ir embora, o último conselho: "você pre-ci-sa tomar sol nos peitos para conseguir amamentar", e eu "do lado que moro não bate sol essa época do ano, acho que não é o caso de ficar de topless na piscina...", e ela "na minha fachada bate muito sol, se quiser pode vir lá em casa".
Rá-rá-rá.
Viu, é essa tal soliedariedade materna.....
Sabe aquela vizinha que você viu poucas vezes, nem simpática nem antipática, que cumprimenta com sorrizinho forçado e um bom dia/boa tarde/boa noite?
Pois é, encontrei uma dessas há uns dias atrás.
Meniiiina, virou melhor amiga quando viu o "barrigón". Me passou uma cartilha completa de conselhos de como cuidar,criar bebês,quais melhores quadras para se passear com o bebê pelo bairro,qual melhor horário para descer no prédio.... Fiquei sabendo como engravidou, como se cuidou durante e depois da gestação, possíveis escolas para o filho, como foi o parto, o hospital escolhido, licença maternidade, etc etc e etc.
Depois de meia hora de conversa e ela atrasada para a manicure, nos despedimos: "prazer te encontrar", "muito legal mesmo", e a propósito "como você se chama?". Rá.
Sabia tudo sobre ela, menos o nome.
Concluí que as mulheres, depois da maternidade, deixam um pouco de lado a competição pessoal e criam um vínculo, "amizade" e uma soliedariedade inexplicável.
E antes de ir embora, o último conselho: "você pre-ci-sa tomar sol nos peitos para conseguir amamentar", e eu "do lado que moro não bate sol essa época do ano, acho que não é o caso de ficar de topless na piscina...", e ela "na minha fachada bate muito sol, se quiser pode vir lá em casa".
Rá-rá-rá.
Viu, é essa tal soliedariedade materna.....
terça-feira, 28 de maio de 2013
Continuando sobre as tais contrações..uma madrugada de descobertas!E será que a natureza é tão sabia assim?
Alegrias de grávida: Chorar de emoção ao saber que as tais contrações que não passavam com buscopan e só aumentavam de intensidade era, na verdade, uma tremenda dor de barriga!
Viva, viva! Nunca fui tão feliz com uma virose que dura 4 dias, e uma madrugada inteira sentada no banheiro!
Agora é repouso, gatorade, água de coco, batata, batata e mais batata. E esperar passar.
Mas no meu desconforto surgiram alguns pensamentos. Será que a natureza é assim tão sábia?
Você deve estar se perguntando "quem é você para questionar isso?!" e eu respondo: sou uma gestante de pequeno porte, mais precisamente 1.55m de altura (apesar de sempre achar que era 1.59m), no inicio do 3° trimestre com um bebê grande na barriga.
Não foi na escola que aprendemos que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo? Foi, foi sim, tenho certeza. Na aula de física.
E como se explica isto na gestação? Não se explica, porque simplesmente não tenho espaço para tanto bebê, tanta bexiga cheia, tantos gases, sem falar nas costelas... ou são elas, ou o pé do meu querido filho (a boa noticia é que ele já está virado e parece não ter muito espaço para desvirar).
Minha proposta é a seguinte: crescer para cima, tanto quanto cresço para frente! Rá.
Ele ficaria mais acomodado e eu com menos desconfortos! Mesmo que depois voltasse a altura original... ué, o útero não volta?
E assim seguimos, entre dores nas costas, nas costelas e muita, muita alegria de saber que está tudo ótimo!
Filho, mamãe te ama mesmo assim, viu?
Mas vem logo....
Viva, viva! Nunca fui tão feliz com uma virose que dura 4 dias, e uma madrugada inteira sentada no banheiro!
Agora é repouso, gatorade, água de coco, batata, batata e mais batata. E esperar passar.
Mas no meu desconforto surgiram alguns pensamentos. Será que a natureza é assim tão sábia?
Você deve estar se perguntando "quem é você para questionar isso?!" e eu respondo: sou uma gestante de pequeno porte, mais precisamente 1.55m de altura (apesar de sempre achar que era 1.59m), no inicio do 3° trimestre com um bebê grande na barriga.
Não foi na escola que aprendemos que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo? Foi, foi sim, tenho certeza. Na aula de física.
E como se explica isto na gestação? Não se explica, porque simplesmente não tenho espaço para tanto bebê, tanta bexiga cheia, tantos gases, sem falar nas costelas... ou são elas, ou o pé do meu querido filho (a boa noticia é que ele já está virado e parece não ter muito espaço para desvirar).
Minha proposta é a seguinte: crescer para cima, tanto quanto cresço para frente! Rá.
Ele ficaria mais acomodado e eu com menos desconfortos! Mesmo que depois voltasse a altura original... ué, o útero não volta?
E assim seguimos, entre dores nas costas, nas costelas e muita, muita alegria de saber que está tudo ótimo!
Filho, mamãe te ama mesmo assim, viu?
Mas vem logo....
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Devaneios de uma grávida VII: minha auto-análise sobre as minhas falsas contrações
Esse final de semana começaram as tais falsas contrações. Não, não dói, mas assusta.
Porque sempre imagino o pior? O que vem na minha cabeça é a bolsa rompendo, meu filho mega prematuro e mais e mais pesquisas na net para saber se ele sobreviveria nascendo essa semana!
Socorro! Tá tudo bem... não é nada de mais e a muitas gestantes passam por isso.
Acharam que era infecção urinária, mesmo eu não sentindo nada de diferente... entraram com antibiótico e hoje saiu o resultado do exame..tchan tchan tchan... nada! Ou seja, que bom! Tirando o fato que tomei remédio "á toa", e isso me estressa num grau!!!
Mas a recomendação é continuar com o buscopan e mesmo assim, continuo sentindo uns desconfortos, o que me deixa apavorada. A outra recomendação é repouso. Ok, repouso significa não fazer muita coisa, né? Mas pode ir no super mercado, cozinhar, arrumar uma coisinha ou outra? Não sei, mas fiz isso hoje e tive a famosa dorzinha novamente...ai ai ai, aí a consciência pesou.
Amanhã vou ficar em casa, no sofá, bonitinha, com as pernas para cima, pensando que seria bom começar a lavar as roupinhas do baby, encomendar o quandro e lembrançinhas da maternidade e deixar a mala pronta!
Segundo minha auto-análise psicológica, ou melhor, meu último devaneio.... acho que estava me sentindo culpada por não estar mais trabalhando e ficando muito em casa ou passeando (visitando amigas, indo ao shopping, ao clube), então comecei a ter as tais contrações...assim tenho motivo concreto para o repouso! Será? Alguma psicóloga de plantão lendo isso?
Se for isso, menos mal, não é? Não vejo a hora de fazer o ultrassom e ter certeza que o colo do útero não está fino, que está bem fechadinho, que o liquido está suficiente, entre outros. Mas ainda falta uma semana inteira para o dia chegar!
Enquanto isso.... luto contra as "caraminholas" da minha tão pensativa cabeça...
Porque sempre imagino o pior? O que vem na minha cabeça é a bolsa rompendo, meu filho mega prematuro e mais e mais pesquisas na net para saber se ele sobreviveria nascendo essa semana!
Socorro! Tá tudo bem... não é nada de mais e a muitas gestantes passam por isso.
Acharam que era infecção urinária, mesmo eu não sentindo nada de diferente... entraram com antibiótico e hoje saiu o resultado do exame..tchan tchan tchan... nada! Ou seja, que bom! Tirando o fato que tomei remédio "á toa", e isso me estressa num grau!!!
Mas a recomendação é continuar com o buscopan e mesmo assim, continuo sentindo uns desconfortos, o que me deixa apavorada. A outra recomendação é repouso. Ok, repouso significa não fazer muita coisa, né? Mas pode ir no super mercado, cozinhar, arrumar uma coisinha ou outra? Não sei, mas fiz isso hoje e tive a famosa dorzinha novamente...ai ai ai, aí a consciência pesou.
Amanhã vou ficar em casa, no sofá, bonitinha, com as pernas para cima, pensando que seria bom começar a lavar as roupinhas do baby, encomendar o quandro e lembrançinhas da maternidade e deixar a mala pronta!
Segundo minha auto-análise psicológica, ou melhor, meu último devaneio.... acho que estava me sentindo culpada por não estar mais trabalhando e ficando muito em casa ou passeando (visitando amigas, indo ao shopping, ao clube), então comecei a ter as tais contrações...assim tenho motivo concreto para o repouso! Será? Alguma psicóloga de plantão lendo isso?
Se for isso, menos mal, não é? Não vejo a hora de fazer o ultrassom e ter certeza que o colo do útero não está fino, que está bem fechadinho, que o liquido está suficiente, entre outros. Mas ainda falta uma semana inteira para o dia chegar!
Enquanto isso.... luto contra as "caraminholas" da minha tão pensativa cabeça...
domingo, 26 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Devaneios de uma grávida VI: o famoso e batido assunto do parto, mas que para mim é novidade
Ok, sei que ando um tanto quanto obsecada pelo assunto "parto normal". Que só penso nisso, só leio sobre isso e tenho pesquisado bastante.
Não sei de onde vem essa minha vontade...um dos fatos é que acho lindo e mágico esse momento, o outro é que tenho pavor de cirurgias (mas, quando precisar vou colocar silicone, fazer um mini lipo...rá-rá). Minha mãe teve parto cesárea e nunca me incentivou nem desincentivou a ter o normal. Meu marido confia 100% na obstetra e acha que tem que ser o que for melhor para mim e para o bebê. Concordo. Mas ele apoia o que eu decidir, desde que não gere mais gastos e tem receio da dor que vou sentir.
E eu? Eu, tenho medo, muito medo... mas também não sei do que. Não das dores, acho que sou forte e vou conseguir aguentar com apoio de pessoas queridas e que me estimulem positivamente. Tenho medo dos mitos que ouvimos, do bebê nascer com ombro quebrado, etc.
Pretendo ter anegelsia, mas não quero um parto normal repleto de intervenções. Não quero fazer uso prolongado da ocitocina, nem fórceps e etc. Talvez episio se for realmente necessário.
As vezes sinto que meu primeiro parto não vai exatamente como desejo, por medo. Medo do desconhecido, medo de não ter apoio suficiente da equipe médica (apesar de confiar e conversar bastante com a obstetra sobre minhas vontades), medo da equipe médica despreparada dos hospitais, medo, medo e mais medo! Será medo a palavra certa a ser usada?
Talvez seja o fato de saber que não posso controlar o que vai acontecer.
Fico fantasiando o seguinte: que entre 39 e 40 semanas irei a uma consulta de rotina, onde descobriremos que estou com uns 3 cm de dilatação.... com contrações espaçadas e apenas incômodas.
Minha médica vai mandar eu ir para casa, descansar, arrumar tudo, comer bem, tomar um bom banho de banheira e controlar o desenvolvimento das contrações.
Em algumas horas, as contrações ficarão mais fortes e reguladas (mas suportáveis, conseguirei meditar e respirar me mantendo serena e calma para o tão esperado momento). Ligaremos para ela que nos mandará para a maternidade verificar.
Chegarei lá com 6cm a 7cm, direto para sala de parto. Onde, talvez, aceite a indução já que falta pouco e a anestesia. Em pouco tempo meu filho faz a passagem num parto com muito amor aonde eu participei quase que ativamente.
Depois, na minha segunda gestação (sabe-se lá quando), acho que vou ter coragem para fazer o parto natural.
Rá-rá-rá. Tô ficando louca mesmo! Tenho que parar com essa mania de querer saber o que vai acontecer e como vai acontecer. Preciso aprender a esperar o tempo de cada coisa.
Já dizia o ditado que a ignorância pode ser sábia. Vejo mulheres passarem imunes pela gestação, pelo menos aparetemente. Não se importam como vai ser o parto, nem sabem como é o procedimento, não sentem grandes mudanças, etc. São mais conformadas, tudo é como tem que ser. Por um lado é bom, não é?
Pelo menos, estou realmente disposta a ter a companhia de uma doula durante todo o processo (vontade que sempre tive, mas ainda não fui atrás por falta de incentivo).
Enfim, devaneios e desabafos a parte, segue um link muito interessante do blog tudosobreminhamae onde a Camila conta como é o parto na Alemanha.
http://tudosobreminhamae.com/blog/2013/3/25/bom-dia-meu-nome-dra-x-e-sou-quem-ir-fazer-sua-cesrea
![]() |
| imagem google |
Não sei de onde vem essa minha vontade...um dos fatos é que acho lindo e mágico esse momento, o outro é que tenho pavor de cirurgias (mas, quando precisar vou colocar silicone, fazer um mini lipo...rá-rá). Minha mãe teve parto cesárea e nunca me incentivou nem desincentivou a ter o normal. Meu marido confia 100% na obstetra e acha que tem que ser o que for melhor para mim e para o bebê. Concordo. Mas ele apoia o que eu decidir, desde que não gere mais gastos e tem receio da dor que vou sentir.
E eu? Eu, tenho medo, muito medo... mas também não sei do que. Não das dores, acho que sou forte e vou conseguir aguentar com apoio de pessoas queridas e que me estimulem positivamente. Tenho medo dos mitos que ouvimos, do bebê nascer com ombro quebrado, etc.
Pretendo ter anegelsia, mas não quero um parto normal repleto de intervenções. Não quero fazer uso prolongado da ocitocina, nem fórceps e etc. Talvez episio se for realmente necessário.
As vezes sinto que meu primeiro parto não vai exatamente como desejo, por medo. Medo do desconhecido, medo de não ter apoio suficiente da equipe médica (apesar de confiar e conversar bastante com a obstetra sobre minhas vontades), medo da equipe médica despreparada dos hospitais, medo, medo e mais medo! Será medo a palavra certa a ser usada?
Talvez seja o fato de saber que não posso controlar o que vai acontecer.
Fico fantasiando o seguinte: que entre 39 e 40 semanas irei a uma consulta de rotina, onde descobriremos que estou com uns 3 cm de dilatação.... com contrações espaçadas e apenas incômodas.
Minha médica vai mandar eu ir para casa, descansar, arrumar tudo, comer bem, tomar um bom banho de banheira e controlar o desenvolvimento das contrações.
Em algumas horas, as contrações ficarão mais fortes e reguladas (mas suportáveis, conseguirei meditar e respirar me mantendo serena e calma para o tão esperado momento). Ligaremos para ela que nos mandará para a maternidade verificar.
Chegarei lá com 6cm a 7cm, direto para sala de parto. Onde, talvez, aceite a indução já que falta pouco e a anestesia. Em pouco tempo meu filho faz a passagem num parto com muito amor aonde eu participei quase que ativamente.
Depois, na minha segunda gestação (sabe-se lá quando), acho que vou ter coragem para fazer o parto natural.
Rá-rá-rá. Tô ficando louca mesmo! Tenho que parar com essa mania de querer saber o que vai acontecer e como vai acontecer. Preciso aprender a esperar o tempo de cada coisa.
Já dizia o ditado que a ignorância pode ser sábia. Vejo mulheres passarem imunes pela gestação, pelo menos aparetemente. Não se importam como vai ser o parto, nem sabem como é o procedimento, não sentem grandes mudanças, etc. São mais conformadas, tudo é como tem que ser. Por um lado é bom, não é?
Pelo menos, estou realmente disposta a ter a companhia de uma doula durante todo o processo (vontade que sempre tive, mas ainda não fui atrás por falta de incentivo).
Enfim, devaneios e desabafos a parte, segue um link muito interessante do blog tudosobreminhamae onde a Camila conta como é o parto na Alemanha.
http://tudosobreminhamae.com/blog/2013/3/25/bom-dia-meu-nome-dra-x-e-sou-quem-ir-fazer-sua-cesrea
quarta-feira, 22 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Devaneios de uma gravida V: tpm monstra, preciso desabafar!
Inspira 1,2,3,4 ... Expira 1,2,3,4,5,6.... Afeeee, preciso desabafar! As respirações não adiantam mais.
Não sei o que está acontecendo comigo. Ando extremamente irritada, com tudo e com todos.
Principalmente com pessoas que dão palpites e querem ajudar! Tá bom, eu sei, só querem ajudar...mas eu pedi ajuda? Que me lembro não. Pedi conselhos? Também não.
Sim, pode me chamar de arrogante, egoísta e sei la mais o que. Posso culpar os hormônios?
Posso pagar a minha língua (e provavelmente vou), mas acho que sou totalmente capaz de cuidar sozinha do meu filho. Concordo que pessoas mais experientes tem muito a contribuir, mas eu quero descobrir sozinha (com meu marido) o nosso jeito. O jeito que o meu filho gosta.
Nunca dei banho recém-nascido...e dai? Só por isso preciso de alguém do meu lado falando o que deve ser feito? Falando como tem que lavar a roupinha, etc etc etc?
Tantas crianças nascem em condições precárias, mal tomam banho etc e sobrevivem muito bem a tudo. Se meu filho não ficar tão limpinho da primeira vez, vai ficar da segunda, ou terceira.... Se a fralda estiver mal colocada, vai vazar, vou trocar trocar trocar até que em algum momento eu aprendo a melhor forma.
Tenho total consciência que não vai ser fácil, que vou ficar exausta, com medo, inseguranças e dúvidas. Mas quero conseguir, por mim mesma, as respostas. Quando precisar, vou perguntar, vou pedir ajudar...tudo no meu tempo. Mas calma lá, ele ainda nem nasceu!
Antes estava ansiosa para que ele nascesse logo, ver a carinha dele. Continuo, mas ultimamente quero ele só para mim! E quando ele nascer vou ter que dividi-lo! Afinal, ele é meu filho, mas também é sobrinho, neto, primo... e todos tem "direitos" sobre ele.
A sensação que tenho, é que as pessoas, no fundo não querem ajudar, e sim suprir uma necessidade de carência profunda. Necessidade de se sentirem importantes, de fazerem algo "útil" para alguém. Inconscientemente, claro. Poxa, compra um cachorro ou vai fazer trabalho voluntário!
Não deposita em mim, e no meu filho, expectativas que não sei se vou cumprir e se quero cumprir.
Ufaaaaa, desabafo feito! Estou mais leve.....
Não sei o que está acontecendo comigo. Ando extremamente irritada, com tudo e com todos.
Principalmente com pessoas que dão palpites e querem ajudar! Tá bom, eu sei, só querem ajudar...mas eu pedi ajuda? Que me lembro não. Pedi conselhos? Também não.
Sim, pode me chamar de arrogante, egoísta e sei la mais o que. Posso culpar os hormônios?
Posso pagar a minha língua (e provavelmente vou), mas acho que sou totalmente capaz de cuidar sozinha do meu filho. Concordo que pessoas mais experientes tem muito a contribuir, mas eu quero descobrir sozinha (com meu marido) o nosso jeito. O jeito que o meu filho gosta.
Nunca dei banho recém-nascido...e dai? Só por isso preciso de alguém do meu lado falando o que deve ser feito? Falando como tem que lavar a roupinha, etc etc etc?
Tantas crianças nascem em condições precárias, mal tomam banho etc e sobrevivem muito bem a tudo. Se meu filho não ficar tão limpinho da primeira vez, vai ficar da segunda, ou terceira.... Se a fralda estiver mal colocada, vai vazar, vou trocar trocar trocar até que em algum momento eu aprendo a melhor forma.
Tenho total consciência que não vai ser fácil, que vou ficar exausta, com medo, inseguranças e dúvidas. Mas quero conseguir, por mim mesma, as respostas. Quando precisar, vou perguntar, vou pedir ajudar...tudo no meu tempo. Mas calma lá, ele ainda nem nasceu!
Antes estava ansiosa para que ele nascesse logo, ver a carinha dele. Continuo, mas ultimamente quero ele só para mim! E quando ele nascer vou ter que dividi-lo! Afinal, ele é meu filho, mas também é sobrinho, neto, primo... e todos tem "direitos" sobre ele.
A sensação que tenho, é que as pessoas, no fundo não querem ajudar, e sim suprir uma necessidade de carência profunda. Necessidade de se sentirem importantes, de fazerem algo "útil" para alguém. Inconscientemente, claro. Poxa, compra um cachorro ou vai fazer trabalho voluntário!
Não deposita em mim, e no meu filho, expectativas que não sei se vou cumprir e se quero cumprir.
Ufaaaaa, desabafo feito! Estou mais leve.....
![]() |
| ilustração tirada do site revista crescer |
Devaneios de uma grávida IV - engordando os franguinhos e o excesso de vitaminas
Vocês notaram que os bebês têm nascido mais pesados e maiores? Ok, pode ser impressão minha. Só eu conheço bebes que nascem de 4kg para cima? Prematuros com 3kg? Isso sempre foi assim?
Há pouco tempo (mais precisamente 30anos) eu nasci com 2,500kg, no máximo 2,800kg. A gestação da minha mãe foi saudável, ela comia de tudo mas não tomava suplementos vitamínicos. Acho que naquela época nem receitavam ou era para casos especiais de anemia.
Meu devaneio da vez é uma teoria. Furada, é claro, senão não seria um devaneio. (alias, como a gestação faz agente pensar absurdos! Ou fui sempre assim?)
Penso que os médicos estão engordando nossosfranguinhos, bebês,com tantas vitaminas. Eu tomo ácido fólico, polivitamínico, omêga 3 e cálcio.
Ainda como frutas, legumes e tomo pelo menos 2 xícaras de leite por dia (além do iogurte).
Sou baixinha e meu marido não é alto. Meu bebê já esta no limite do peso e da altura para idade gestacional. Gene dos avos/bisavós ou são os suplementos ?
Enfim. Se me falam que faz bem, continuo a engordar a cria, mas com a dúvida - excesso de vitamina faz mal?
Há pouco tempo (mais precisamente 30anos) eu nasci com 2,500kg, no máximo 2,800kg. A gestação da minha mãe foi saudável, ela comia de tudo mas não tomava suplementos vitamínicos. Acho que naquela época nem receitavam ou era para casos especiais de anemia.
Meu devaneio da vez é uma teoria. Furada, é claro, senão não seria um devaneio. (alias, como a gestação faz agente pensar absurdos! Ou fui sempre assim?)
Penso que os médicos estão engordando nossos
Ainda como frutas, legumes e tomo pelo menos 2 xícaras de leite por dia (além do iogurte).
Sou baixinha e meu marido não é alto. Meu bebê já esta no limite do peso e da altura para idade gestacional. Gene dos avos/bisavós ou são os suplementos ?
Enfim. Se me falam que faz bem, continuo a engordar a cria, mas com a dúvida - excesso de vitamina faz mal?
domingo, 19 de maio de 2013
Atenção: Publicidade no Blog
Gente,
Quero falar que todas as marcas/lojas e produtos citados nos posts do blog, não são publipost (pelo menos por enquanto).
Eu coloco os contatos, pois não acho certo usar imagens ou textos sem dar os devidos créditos.
E quando falo de algo específico, é porque achei interessante ou porque foi bom para mim e penso que pode ser útil para outras mamães. É apenas a minha opinião, e nem sempre testei/experimentei todos os produtos ou fornecedores.
Não quer dizer que o produto/loja/fornecedor vai funcionar para você, até porque cada pessoa tem necessidades diferentes.
Ok??
Quero falar que todas as marcas/lojas e produtos citados nos posts do blog, não são publipost (pelo menos por enquanto).
Eu coloco os contatos, pois não acho certo usar imagens ou textos sem dar os devidos créditos.
E quando falo de algo específico, é porque achei interessante ou porque foi bom para mim e penso que pode ser útil para outras mamães. É apenas a minha opinião, e nem sempre testei/experimentei todos os produtos ou fornecedores.
Não quer dizer que o produto/loja/fornecedor vai funcionar para você, até porque cada pessoa tem necessidades diferentes.
Ok??
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Devaneios de uma grávida III: surto psicótico ou gravidez? como contei, a boa nova, para o marido
O blog é para mim um espaço para organizar e arquivar minhas vivências e emoções. Então, resolvi postar como foi que engravidei..... Ops, isso vocês já deveriam saber! Bom, antes mesmo da menstruação atrasar eu já sabia que estava grávida, e é essa historinha que conto a seguir.
Dezembro de 2012, quase férias, várias festinhas de final de ano, um mês relax... eu havia tirado com DIU com consentimento do meu marido, afinal o assunto gravidez era um tema presente em nossas conversas. Mas não tinha pressa e não gostaríamos de chegar naquele momento de desespero e ansiedade absurda por um filho. Não queríamos transar com data e hora marcada, então deixamos rolar....
Eu queria muito engravidar, o quanto antes. Não por achar que estava na idade ideal, ou por ser a hora, ou por ver as amigas, etc...não sei explicar. Uma vontade muito grande, interna mesmo, será que era o tal relógio biológico? Já vivenciava a maternidade muito antes de começar a tentar. Lia blogs, lia relatos de parto, tirava dúvidas com as amigas mães.
Meados de Dezembro. Meu marido "deixando rolar" e eu, na intenção. Apressadinha que sou, comecei a pesquisar na internet quais eram os sintomas da fecundação, sintomas da concepção e assim por diante. E não é que eu tinha todos! Ou foi um surto psicótico ou eu estava, de fato, muito conectada com meu "eu interior". Pois são sintomas sutis, praticamente imperceptiveis.
Divagações a parte, serei mais objetiva na história.
Dia 19/12/12, quarta-feira (dias antes das férias de final de ano), lá fui eu para mais uma sessão de terapia (claro que a gravidez também era assunto recorrente). Eu tinha a certeza absoluta que estava grávida mas ainda faltavam 10dias para a data prevista da menstruação. Iríamos para praia na sexta-feira por uns 15 dias. Férias merecidas, eu estava num ritmo louco de trabalho.
E, advinha, as férias estavam atrapalhando tudo! Meu dilema era como eu ia curtir (leia-se, beber, correr, andar de bicicleta, etc) ? E se eu realmente estivesse grávida? Não queria fazer nada de "errado". Por outro lado, e se não passasse de um surto psicótico? Eu deixaria de aproveitar as férias e ainda ficaria extremamente frustada quando a menstruação viesse.
O caso devia estar sério, minha psicanalista já me preparando.... "olha, tem casais que demoram mais de um ano para engravidar, é super normal","você quer tanto engravidar que está sugestionando os sintomas, seria melhor parar de ler sobre isso, deixar de fato rolar","ta bom, ta bom, estou vendo que essa ansiedade não vai passar assim.... o que acha de fazer um exame de sangue antes de viajar?"
Sorriso de orelha a orelha. Era uma ótima idéia, já que ela, como médica, poderia me receitar.
Outra angústia tomou conta de mim, será que eu queria mesmo saber se estava ou não? E se não, teria que esperar mais um longo mês... ai ai ai.
Mesmo assim, resolvi pegar o atestado e decidir depois se faria ou não o exame.
Abre aspas, até então meu marido não sabia de nada. Não quis contar para ele dos meus sintomas. Acho que ele iria se sentir pressionado e preocupado, pois sabia provavelmente eu não estaria grávida e viram longos meses de ansiedade pela frente, tudo que ele não queria.
Dia 20/12. Resolvi acordar bem cedo e ir fazer o exame, em segredo, antes de trabalhar. Consegui seguir com meu dia, obra, escritório, casa..sem pensar no assunto!
Dia 21/12. Último dia de trabalho do ano, a viagem marcada para depois do almoço.
Tinha um b.o. (termos de peão) em um obra. Marquei com o pedreiro as 8hs para dar tempo de fazer tudo pela manhã.
8h15m, nada dele. 8h30m, nada dele. 8h45m e eu ainda sentada no banco do prédio esperando. Celular, só na caixa... pensei que ele já estivesse tomando umas e outras. Mesmo assim, resolvi que esperaria até as 9hs.
Enquanto isso, não é que acho o protocolo do exame?O resultado iria sair por volta do 12hs. Mas já que estava sem fazer nada, resolvi olhar pelo celular mesmo. Tchan tchan tchan, resultado já estava disponível. Com as mães tremendo, cliquei. HCG 24.
E o que isso significa? Abaixo de 1, negativo. Acima de 25, positivo. E 24??? é o que? Ligeiramente grávida?
Pedreiro chegou e eu muito nervosa. Subimos para resolver o b.o.
Entre uma furadeira e outra, rezando para não pegar um cano, quebrar um azulejo, etc, tentava ligar para minha G.O. que já estava viajando. Então, mandei uma mens. para psicanalista, afinal ela é médica, mãe e devia saber o que o 24 significava.
Alguns minutos se passaram, talvez mais de meia hora e meu telefone toca! Era ela.... "Andrea, Parabéns! Pelo visto, você tinha razão."
Eu estava ligeiramente grávida! Eu sabia, eu sabia! Depois ela me explicou que o óvulo foi fecundado, mas que podia não vingar. Parece que isso acontece, e tem mulheres que nem ficam sabendo, pois acabam menstruando depois de um tempo. O ideal seria refazer o exame dentro de alguns dias para ver se a taxa do HCG aumentará.
E agora, conto ou não conto para o meu marido? Ele precisava saber! Sempre imaginei que quando engravidasse, minha menstruação atrasaria alguns dias, nós desconfiaríamos e então, teste de farmácia. Mas, resolvi sentir tudo que tinha direito antes do tempo.
Então, sai da obra, parei numa loja de bebê e comprei um babador. Parei numa papelaria e comprei uma caixa. Depois fui para o escritório, escrevi um cartão, coloquei o resultado do exame junto.
Cheguei em casa logo após hora do almoço. Meu marido estava sonolento no sofá, me esperando.
Entreguei a tal caixa, sem nada escrito.
Ele abriu a caixa, leu o cartão, viu o babador e nada! Simples assim, nada! Não entendeu!
Alguns minutos depois: "o que é isso?"
eu: "um babador"
ele: "para que?"
eu: "para o bebê usar"
ele: "que bebê?" (minha cunhada estava grávida e ele pensou que fosse uma lembrançinha para ela)
eu: "você leu o cartão?"
Mais minutos se passaram.... ele leu novamente o cartão.
ele: "como assim, você tá grávida?como isso aconteceu?" (preciso explicar?)
eu: "ligeiramente grávida".
Mistos de emoções....primeiro ficou irritado, pois fiz o exame sem contar e desconfiava sem contar.
Depois, enxurrada de lágrimas.
Resumindo, fomos para praia e levamos um teste de farmácia. No dia previsto para menstruação, fizemos o teste e deu positivo. Não contamos para ninguém pois queríamos aguardar os 3 primeiros meses.
Dezembro de 2012, quase férias, várias festinhas de final de ano, um mês relax... eu havia tirado com DIU com consentimento do meu marido, afinal o assunto gravidez era um tema presente em nossas conversas. Mas não tinha pressa e não gostaríamos de chegar naquele momento de desespero e ansiedade absurda por um filho. Não queríamos transar com data e hora marcada, então deixamos rolar....
Eu queria muito engravidar, o quanto antes. Não por achar que estava na idade ideal, ou por ser a hora, ou por ver as amigas, etc...não sei explicar. Uma vontade muito grande, interna mesmo, será que era o tal relógio biológico? Já vivenciava a maternidade muito antes de começar a tentar. Lia blogs, lia relatos de parto, tirava dúvidas com as amigas mães.
Meados de Dezembro. Meu marido "deixando rolar" e eu, na intenção. Apressadinha que sou, comecei a pesquisar na internet quais eram os sintomas da fecundação, sintomas da concepção e assim por diante. E não é que eu tinha todos! Ou foi um surto psicótico ou eu estava, de fato, muito conectada com meu "eu interior". Pois são sintomas sutis, praticamente imperceptiveis.
Divagações a parte, serei mais objetiva na história.
Dia 19/12/12, quarta-feira (dias antes das férias de final de ano), lá fui eu para mais uma sessão de terapia (claro que a gravidez também era assunto recorrente). Eu tinha a certeza absoluta que estava grávida mas ainda faltavam 10dias para a data prevista da menstruação. Iríamos para praia na sexta-feira por uns 15 dias. Férias merecidas, eu estava num ritmo louco de trabalho.
E, advinha, as férias estavam atrapalhando tudo! Meu dilema era como eu ia curtir (leia-se, beber, correr, andar de bicicleta, etc) ? E se eu realmente estivesse grávida? Não queria fazer nada de "errado". Por outro lado, e se não passasse de um surto psicótico? Eu deixaria de aproveitar as férias e ainda ficaria extremamente frustada quando a menstruação viesse.
O caso devia estar sério, minha psicanalista já me preparando.... "olha, tem casais que demoram mais de um ano para engravidar, é super normal","você quer tanto engravidar que está sugestionando os sintomas, seria melhor parar de ler sobre isso, deixar de fato rolar","ta bom, ta bom, estou vendo que essa ansiedade não vai passar assim.... o que acha de fazer um exame de sangue antes de viajar?"
Sorriso de orelha a orelha. Era uma ótima idéia, já que ela, como médica, poderia me receitar.
Outra angústia tomou conta de mim, será que eu queria mesmo saber se estava ou não? E se não, teria que esperar mais um longo mês... ai ai ai.
Mesmo assim, resolvi pegar o atestado e decidir depois se faria ou não o exame.
Abre aspas, até então meu marido não sabia de nada. Não quis contar para ele dos meus sintomas. Acho que ele iria se sentir pressionado e preocupado, pois sabia provavelmente eu não estaria grávida e viram longos meses de ansiedade pela frente, tudo que ele não queria.
Dia 20/12. Resolvi acordar bem cedo e ir fazer o exame, em segredo, antes de trabalhar. Consegui seguir com meu dia, obra, escritório, casa..sem pensar no assunto!
Dia 21/12. Último dia de trabalho do ano, a viagem marcada para depois do almoço.
Tinha um b.o. (termos de peão) em um obra. Marquei com o pedreiro as 8hs para dar tempo de fazer tudo pela manhã.
8h15m, nada dele. 8h30m, nada dele. 8h45m e eu ainda sentada no banco do prédio esperando. Celular, só na caixa... pensei que ele já estivesse tomando umas e outras. Mesmo assim, resolvi que esperaria até as 9hs.
Enquanto isso, não é que acho o protocolo do exame?O resultado iria sair por volta do 12hs. Mas já que estava sem fazer nada, resolvi olhar pelo celular mesmo. Tchan tchan tchan, resultado já estava disponível. Com as mães tremendo, cliquei. HCG 24.
E o que isso significa? Abaixo de 1, negativo. Acima de 25, positivo. E 24??? é o que? Ligeiramente grávida?
Pedreiro chegou e eu muito nervosa. Subimos para resolver o b.o.
Entre uma furadeira e outra, rezando para não pegar um cano, quebrar um azulejo, etc, tentava ligar para minha G.O. que já estava viajando. Então, mandei uma mens. para psicanalista, afinal ela é médica, mãe e devia saber o que o 24 significava.
Alguns minutos se passaram, talvez mais de meia hora e meu telefone toca! Era ela.... "Andrea, Parabéns! Pelo visto, você tinha razão."
Eu estava ligeiramente grávida! Eu sabia, eu sabia! Depois ela me explicou que o óvulo foi fecundado, mas que podia não vingar. Parece que isso acontece, e tem mulheres que nem ficam sabendo, pois acabam menstruando depois de um tempo. O ideal seria refazer o exame dentro de alguns dias para ver se a taxa do HCG aumentará.
E agora, conto ou não conto para o meu marido? Ele precisava saber! Sempre imaginei que quando engravidasse, minha menstruação atrasaria alguns dias, nós desconfiaríamos e então, teste de farmácia. Mas, resolvi sentir tudo que tinha direito antes do tempo.
Então, sai da obra, parei numa loja de bebê e comprei um babador. Parei numa papelaria e comprei uma caixa. Depois fui para o escritório, escrevi um cartão, coloquei o resultado do exame junto.
Cheguei em casa logo após hora do almoço. Meu marido estava sonolento no sofá, me esperando.
Entreguei a tal caixa, sem nada escrito.
Ele abriu a caixa, leu o cartão, viu o babador e nada! Simples assim, nada! Não entendeu!
| fofo, né? imagina o susto da pessoa!! |
eu: "um babador"
ele: "para que?"
eu: "para o bebê usar"
ele: "que bebê?" (minha cunhada estava grávida e ele pensou que fosse uma lembrançinha para ela)
eu: "você leu o cartão?"
Mais minutos se passaram.... ele leu novamente o cartão.
ele: "como assim, você tá grávida?como isso aconteceu?" (preciso explicar?)
eu: "ligeiramente grávida".
Mistos de emoções....primeiro ficou irritado, pois fiz o exame sem contar e desconfiava sem contar.
Depois, enxurrada de lágrimas.
Resumindo, fomos para praia e levamos um teste de farmácia. No dia previsto para menstruação, fizemos o teste e deu positivo. Não contamos para ninguém pois queríamos aguardar os 3 primeiros meses.
Quando chegamos fizemos um jantar de começo de ano e contamos a novidade para pais/mães e irmãos. E desde então, só alegrias!
domingo, 12 de maio de 2013
Aqui também tem: Dia das Mães!
Não tenho como ignorar ou fugir desse assunto.
Esse é meu primeiro dia das mães! Muito especial, mesmo.
Antes, essa data não me incomodava, mas também não comovia. Sempre achei meio comercial.
Tenho uma mãe ma-ra-vi-lho-sa e tenho certeza que de agora em diante darei mais importância a essa data. É, todo clichê não é a toa... damos mais valor quando perdemos o que temos ou quando começamos a, de fato, vivenciar a experiência.
Li em alguns blogs uma "brincadeira" de definir a maternidade com uma só palavra e apesar da minha não-vivência, afinal ainda estou gestante, fiquei pensando qual palavra eu usaria.
É, gostei. Assim, no próximo dia das mães, eu serei MÃE de fato e vou poder comparar se continuaria definindo a maternidade com a mesma palavra ou não.
E você está se perguntando, qual a é a palavra então? Pensei em ENTREGA. Que bem poderia ser DOAÇÃO. Fico na dúvida!
ENTREGA sim, pois primeiro entreguei meu corpo. Em seguida, entreguei meu coração e meus pensamentos. Daqui a pouco, entregarei meu trabalho e carreira (mesmo que por tempo limitado ou não). Vou entregar meu tempo e entregaria minha vida por essa pessoa que ainda nem conheço.
DOAÇÃO complementa a ENTREGA, e me passa idéia de dar algo sem nada em troca. Mas será que é sem querer nada em troca mesmo? Eu estou me entregando por vontade própria, mas vou querer "em troca" ser respeitada, amada, admirada e reconhecida por essa entrega.
Com ou sem definições, desejo um lindo dia das mães para todas! Afinal, mãe é mãe.
Esse é meu primeiro dia das mães! Muito especial, mesmo.
Antes, essa data não me incomodava, mas também não comovia. Sempre achei meio comercial.
Tenho uma mãe ma-ra-vi-lho-sa e tenho certeza que de agora em diante darei mais importância a essa data. É, todo clichê não é a toa... damos mais valor quando perdemos o que temos ou quando começamos a, de fato, vivenciar a experiência.
Li em alguns blogs uma "brincadeira" de definir a maternidade com uma só palavra e apesar da minha não-vivência, afinal ainda estou gestante, fiquei pensando qual palavra eu usaria.
É, gostei. Assim, no próximo dia das mães, eu serei MÃE de fato e vou poder comparar se continuaria definindo a maternidade com a mesma palavra ou não.
E você está se perguntando, qual a é a palavra então? Pensei em ENTREGA. Que bem poderia ser DOAÇÃO. Fico na dúvida!
ENTREGA sim, pois primeiro entreguei meu corpo. Em seguida, entreguei meu coração e meus pensamentos. Daqui a pouco, entregarei meu trabalho e carreira (mesmo que por tempo limitado ou não). Vou entregar meu tempo e entregaria minha vida por essa pessoa que ainda nem conheço.
DOAÇÃO complementa a ENTREGA, e me passa idéia de dar algo sem nada em troca. Mas será que é sem querer nada em troca mesmo? Eu estou me entregando por vontade própria, mas vou querer "em troca" ser respeitada, amada, admirada e reconhecida por essa entrega.
Com ou sem definições, desejo um lindo dia das mães para todas! Afinal, mãe é mãe.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Revista Tpm#131 Maio
Geeente, vocês já lerem a TPM de Maio?
Está sensacional! Sou fã da revista, e este mês, o assunto é o grande dilema das mulheres e mães contempôraneas! Trabalho e carreira x maternidade. Feminismo x voltar a ser dona de casa. A mulher "Amélia". Isso ainda existe?
"A nova mulher prendada. É possível ser dona de casa e independente?"
"E quando a mulher que acredita nos valores feministas decide parar tudo para escolher ser dona de casa?" TPM#131
Parece que foi escrita para mim...rs! Quero ser independente, cuidar dos filhos, um pouco da casa e trabalhar...de preferência meio-período e com muita preferência fazendo o que gosto. Rá! Tá fácil, né? Mas sei que vou achar a fórmula.
Pelo que li na revista, me encaixo em uma das descrições. São as mulheres com 30 anos ou um pouco mais, que já trabalharam bastante na área em se formaram e estão insatisfeitas. Com a maternidade e a decisão do casal, decidem diminuir o ritmo ou em muitos casos mudar de profissão. A maioria começa a empreender e a boa notícia é que dá certo!
É bom que não tenho me sentindo tão só.... depois que começei a navegar na blogosfera materna, vi que são muitas as mulheres que passam por isso. E digo, como somos corajosas! Seria mais fácil continuar acomodada, trabalhando 10hs por dia, ganhando um dinheirinho e reclamando.
Também adorei a reportagem com os maridos que ajudam e muito nos cuidados com a casa e com os filhos. O meu se encaixa nesse perfil - se pudesse até amamentava e reconhece o importante papel da mulher de ser mãe...Que sorte a minha, hein?
Vai lá: Nas bancas e no site - http://revistatpm.uol.com.br/
Está sensacional! Sou fã da revista, e este mês, o assunto é o grande dilema das mulheres e mães contempôraneas! Trabalho e carreira x maternidade. Feminismo x voltar a ser dona de casa. A mulher "Amélia". Isso ainda existe?
"A nova mulher prendada. É possível ser dona de casa e independente?"
"E quando a mulher que acredita nos valores feministas decide parar tudo para escolher ser dona de casa?" TPM#131
Parece que foi escrita para mim...rs! Quero ser independente, cuidar dos filhos, um pouco da casa e trabalhar...de preferência meio-período e com muita preferência fazendo o que gosto. Rá! Tá fácil, né? Mas sei que vou achar a fórmula.
Pelo que li na revista, me encaixo em uma das descrições. São as mulheres com 30 anos ou um pouco mais, que já trabalharam bastante na área em se formaram e estão insatisfeitas. Com a maternidade e a decisão do casal, decidem diminuir o ritmo ou em muitos casos mudar de profissão. A maioria começa a empreender e a boa notícia é que dá certo!
É bom que não tenho me sentindo tão só.... depois que começei a navegar na blogosfera materna, vi que são muitas as mulheres que passam por isso. E digo, como somos corajosas! Seria mais fácil continuar acomodada, trabalhando 10hs por dia, ganhando um dinheirinho e reclamando.
Também adorei a reportagem com os maridos que ajudam e muito nos cuidados com a casa e com os filhos. O meu se encaixa nesse perfil - se pudesse até amamentava e reconhece o importante papel da mulher de ser mãe...Que sorte a minha, hein?
Vai lá: Nas bancas e no site - http://revistatpm.uol.com.br/
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Sem mais!
Não me lembro de onde "peguei" essa imagem. Sei que faz tempo, muito tempo. Nem pensava em engravidar. Na verdade, tinha acabado de conhecer meu marido. E me apaixonei pelo que estava escrito, pela delicadeza, sutilidade! Não é lindo? Não diz tudo e mais um pouco? Nunca imaginei que um dia a usaria para ser "logo/tema" de um blog... E hoje, compartilho dessa imagem com toda emoção e sentimento que sinto nesse momento tão especial da minha vida. Até agora, sem dúvida, o MELHOR momento da minha vida. Bjinhos
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O dilema da circuncisão
Pois é, eu e meu marido somos judeus, isso significa que os bebês meninos devem ser circuncisados no oitavo dia após seu nascimento.
É, de fato, uma cerimônia bonita e emocionante. (quando não é com seu filho..rá!)
Na verdade, o que tem mais me incomodado não é o fato da circuncisão em si, nem da dor ou dos cuidados pós-circuncisão (que não deve ser fácil, tem que cuidar do corte, limpar e eles sentem dor no primeiro xixi). Independente da religião, acho sim higiênico e já que é para fazer, melhor que seja quando ele for bem pequeno e tem anestesia. Não é tráumatico, ninguém lembra depois. Pelo que vejo, as mães sofrem mais que os próprios bebês.
Para quem não sabe, segue definição da wikipédia:
"Brit milá (em hebraico: ברית מילה, literalmente "aliança da circuncisão"), também chamado de bris milá (na pronúncia asquenazi) é o nome dado à cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao oitavo dia como símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel.Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome. Costuma-se realizar o brit em um café da manhã festivo"
É o evento que tem me preoupado. Imagina só, uma semana após ter dado a luz, passado por uma cirurgia ou parto que seja, estar cansada, com um milhão de novidades e ainda ter que se arrumar para receber visitas! E organizar um evento?
Fico imaginando que roupa vou usar, já que não faço idéia qual será meu tamanho (muito superficial isso?) E quando vou sair para comprar um vestido? Na primeira semana de vida do meu filho?
A idéia é fazer um café da manhã com alguns doces (sempre!) no salão de festas do prédio, apenas para família e amigos bem íntimos (que não são poucos). Assim que terminar, levo o baby para casa, amamento, acho que eu e ele vamos ficar mais a vontade. A cerimônia e recepção poderia ser feita na sinagoga, com um rabino. No nosso caso, vamos fazer com um amigo médico que também fará a cerimônia religiosa.
Preciso deixar tudo organizado antes do nascimento, e deixar os fornecedores pré-avisados da data... como saber qual será a data???
Penso em deixar uma lista para minha mãe e sogra ligarem e ajudarem a organizar, mas será que elas vão ter cabeça para isso?
O ideal é fazer tudo com uma só pessoa, mas por mais simples que seja o evento, custa. Tem comidinhas, decoração, docinhos. E custos já temos bastante....é enxoval, quartinho, médicos, etc.
Ai ai ai, quantos dilemas!
Claro que poderíamos fazer a cerimônia em casa mesmo apenas para pais/mães e irmãos. Mas,
por outro lado, estou achando ótima a idéia de fazer um "eventinho" assim posso exibir orgulhosa meu lindo filhotinho para todos!
É, de fato, uma cerimônia bonita e emocionante. (quando não é com seu filho..rá!)
Na verdade, o que tem mais me incomodado não é o fato da circuncisão em si, nem da dor ou dos cuidados pós-circuncisão (que não deve ser fácil, tem que cuidar do corte, limpar e eles sentem dor no primeiro xixi). Independente da religião, acho sim higiênico e já que é para fazer, melhor que seja quando ele for bem pequeno e tem anestesia. Não é tráumatico, ninguém lembra depois. Pelo que vejo, as mães sofrem mais que os próprios bebês.
Para quem não sabe, segue definição da wikipédia:
"Brit milá (em hebraico: ברית מילה, literalmente "aliança da circuncisão"), também chamado de bris milá (na pronúncia asquenazi) é o nome dado à cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao oitavo dia como símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel.Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome. Costuma-se realizar o brit em um café da manhã festivo"
É o evento que tem me preoupado. Imagina só, uma semana após ter dado a luz, passado por uma cirurgia ou parto que seja, estar cansada, com um milhão de novidades e ainda ter que se arrumar para receber visitas! E organizar um evento?
Fico imaginando que roupa vou usar, já que não faço idéia qual será meu tamanho (muito superficial isso?) E quando vou sair para comprar um vestido? Na primeira semana de vida do meu filho?
A idéia é fazer um café da manhã com alguns doces (sempre!) no salão de festas do prédio, apenas para família e amigos bem íntimos (que não são poucos). Assim que terminar, levo o baby para casa, amamento, acho que eu e ele vamos ficar mais a vontade. A cerimônia e recepção poderia ser feita na sinagoga, com um rabino. No nosso caso, vamos fazer com um amigo médico que também fará a cerimônia religiosa.
Preciso deixar tudo organizado antes do nascimento, e deixar os fornecedores pré-avisados da data... como saber qual será a data???
Penso em deixar uma lista para minha mãe e sogra ligarem e ajudarem a organizar, mas será que elas vão ter cabeça para isso?
O ideal é fazer tudo com uma só pessoa, mas por mais simples que seja o evento, custa. Tem comidinhas, decoração, docinhos. E custos já temos bastante....é enxoval, quartinho, médicos, etc.
Ai ai ai, quantos dilemas!
Claro que poderíamos fazer a cerimônia em casa mesmo apenas para pais/mães e irmãos. Mas,
por outro lado, estou achando ótima a idéia de fazer um "eventinho" assim posso exibir orgulhosa meu lindo filhotinho para todos!
![]() |
| imagem google |
![]() |
| imagem google |
![]() |
| msugarfestas.wordpress.com |
![]() |
| msugarfestas.wordpress.com |
![]() |
| msugarfestas.wordpress.com |
sábado, 4 de maio de 2013
Devaneios de uma grávida II: Eu tenho um bebê na barriga
Eu tenho um bebê na barriga. Meu deus, eu tenho um be-bê na barriga! Não me lembro com qual idade e nem quando me contaram ou descobri que os bebês saem da barriga das mamães, de qualquer forma faz muito tempo que sei disso ;), mas agora que EU tenho um bebê na barriga a ficha começou a cair! E ele tem mexido cada vez mais! Que sensação indescritível e maravilhosa.
Como é mágico, milagroso e lindo gerar uma vida! Pois é, Andrea, as pessoas mudam, amadurecem.
E pensar que quando eu era mais nova, achava a gravidez muito estranha... não conseguia lidar direito com o fato de que um dia teria um serzinho vivo crescendo dentro de mim. Mas se temos bácterias, lactobácilios vivos, fungos, etc por que não ter uma pessoa? Rá. Calma, pelo amor não estou comparando meu lindo bebezinho com uma lombriga.
E se tudo que entra, sai.... sempre achei bizarro imaginar que o tal serzinho iria sair, como dizer, lá por baixo. Porque não somos como as galinhas e chocamos nossas crias? Assim seria só "botar" um ovinho e cuidar dele. Rá-rá-rá.
Cheguei até em pensar que faria uma cesária eletiva para não entrar em trabalho de parto! Socorro.... juro que isso faz muuuuito tempo!
Bom, mamar então.... como assim vai sair leite do meu peito? Aqueles que sempre vi simplesmente como sensuais, sexuais e sei la mais o que. Detalhe, fui amamentada até 1ano e 8 meses. Isso mesmo, e minha mãe ainda participava de campanhas favoráveis ao aleitamento materno, doava leite e dava de mamar para outros bebês nos quais as mães não podiam.
Achava que seria um mãe "moderna" que me desdobraria em 100 para ser a mulher perfeita - mãe, esposa, profissional, filha, dona de casa. Falava em ter babá para não ter que acordar durante a madrugada. (nada contra que tem, cada pessoa tem que fazer o que for melhor para si).
Ainda bem que tinha o mínimo de bom-senso e vergonha de lidar dessa forma com a gravidez. Achava que por pensar essas coisas, o dia que eu quisesse engravidar não iria conseguir. Ufa, nunca é tarde para se redimir e no meu caso conseguimos engravidar logo no começo das tentativas. Com desejo sincero de ser mãe e pai, ter uma família e sempre com muito amor.
Muito antes de começar a tentar, começei a me interessar pelo assunto. Curiosidade intelectual genuína. Acompanhava os blogs, lia revistas especializadas e vibrava com cada amiga grávida.
O tempo passou e já não pensava nada desses absurdos acima. Tudo que eu queria era passar pela experiência da gestação e de ser mãe. Passar por todas as inseguranças, dilemas, descobertas e maravilhas que são únicas para cada mulher e cada família. Podemos ter as mesmas questões, nos identificar, mas cada pessoa encara de maneira diferente.
Hoje sonho em entrar em trabalho de parto, gostaria muito de ter parto normal. Vou me dedicar a cuidar do bebê e a ser mãe em primeiro lugar. Quero dar de mamar sim, e enfrentar a dor. Quero acordar de madrugada, trocar a fralda. Quero ser a primeira pessoa a estar com ele nos momentos de choro, fome, cólicas. Tento vivenciar ao máximo cada mudança no meu corpo.
É, que bom que o tempo passa e as pessoas mudam.
Como é mágico, milagroso e lindo gerar uma vida! Pois é, Andrea, as pessoas mudam, amadurecem.
E pensar que quando eu era mais nova, achava a gravidez muito estranha... não conseguia lidar direito com o fato de que um dia teria um serzinho vivo crescendo dentro de mim. Mas se temos bácterias, lactobácilios vivos, fungos, etc por que não ter uma pessoa? Rá. Calma, pelo amor não estou comparando meu lindo bebezinho com uma lombriga.
E se tudo que entra, sai.... sempre achei bizarro imaginar que o tal serzinho iria sair, como dizer, lá por baixo. Porque não somos como as galinhas e chocamos nossas crias? Assim seria só "botar" um ovinho e cuidar dele. Rá-rá-rá.
Cheguei até em pensar que faria uma cesária eletiva para não entrar em trabalho de parto! Socorro.... juro que isso faz muuuuito tempo!
Bom, mamar então.... como assim vai sair leite do meu peito? Aqueles que sempre vi simplesmente como sensuais, sexuais e sei la mais o que. Detalhe, fui amamentada até 1ano e 8 meses. Isso mesmo, e minha mãe ainda participava de campanhas favoráveis ao aleitamento materno, doava leite e dava de mamar para outros bebês nos quais as mães não podiam.
Achava que seria um mãe "moderna" que me desdobraria em 100 para ser a mulher perfeita - mãe, esposa, profissional, filha, dona de casa. Falava em ter babá para não ter que acordar durante a madrugada. (nada contra que tem, cada pessoa tem que fazer o que for melhor para si).
Ainda bem que tinha o mínimo de bom-senso e vergonha de lidar dessa forma com a gravidez. Achava que por pensar essas coisas, o dia que eu quisesse engravidar não iria conseguir. Ufa, nunca é tarde para se redimir e no meu caso conseguimos engravidar logo no começo das tentativas. Com desejo sincero de ser mãe e pai, ter uma família e sempre com muito amor.
Muito antes de começar a tentar, começei a me interessar pelo assunto. Curiosidade intelectual genuína. Acompanhava os blogs, lia revistas especializadas e vibrava com cada amiga grávida.
O tempo passou e já não pensava nada desses absurdos acima. Tudo que eu queria era passar pela experiência da gestação e de ser mãe. Passar por todas as inseguranças, dilemas, descobertas e maravilhas que são únicas para cada mulher e cada família. Podemos ter as mesmas questões, nos identificar, mas cada pessoa encara de maneira diferente.
Hoje sonho em entrar em trabalho de parto, gostaria muito de ter parto normal. Vou me dedicar a cuidar do bebê e a ser mãe em primeiro lugar. Quero dar de mamar sim, e enfrentar a dor. Quero acordar de madrugada, trocar a fralda. Quero ser a primeira pessoa a estar com ele nos momentos de choro, fome, cólicas. Tento vivenciar ao máximo cada mudança no meu corpo.
É, que bom que o tempo passa e as pessoas mudam.
| orgulho da minha barriga! |
Assinar:
Postagens (Atom)






















