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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

De volta. Mais completa, mais feliz e com muitos outros DILEMAS

Pois é, faz mais de 4 meses que não apareço por aqui.

Tantas coisas aconteceram nesse tempo, inclusive a mais importante da minha vida: O nascimento do meu pequeno.

Quatro meses não me parece muito tempo, mas quando se vira mãe, recém-mãe, é uma eternidade.
Os quinze primeiros dias pós-parto foram os mais intensos da minha vida.

Reli alguns posts publicados, principalmente os referentes ao parto... e tchan tchan tchan tudo, absolutamente tudo foi diferente do previsto.
Para mim essa foi a maior lição da gestação... que não tenho controle de nada.

Eu imaginava ter um parto normal, dava muita importância a isso. Mas não foi... muito pelo contrário, fiz uma cesárea eletiva, por motivos médicos, os quais cito abaixo:

Quando estava na 36 semana da gestação, descobriram uma anormalidade no coraçãozinho do meu pequeno. Graças a d´s, não passou de um susto! Um baita susto.... os médicos queriam que um cardiologista acompanhasse o parto e assim que ele nascesse seria (e foi) examinado novamente, pois corria o risco de ter que operá-lo...
Imagina o meu coração?!!

Enfim, nem em TP entrei.... e sinceramente, hoje em dia isso não me incomoda em nada. Absolutamente nada. Minha recuperação foi ótima. Olho pro meu pequeno e agradeço todos os dias por ele esta aqui conosco e com muita saúde.

Não sei se vou dar continuidade no blog (alô alô será que tem alguém que lê??) mas hoje em especial fiquei com vontade de passar aqui e escrever um pouquinho.

Várias outras coisas não saíram como eu imaginava.... a  amamentação, por exemplo.
Mas isso é assunto longo, ainda não superado. Fica para outro post!!

E os dilemas? São outros, mas muitos ainda.... e serão para sempre.

bye bye, estou sentindo um cheirinho de coco.... alguém me chama para troca!!!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Em busca do equilíbrio interno

É sério, acho que consegui "entregar" o assunto do parto. Estou mais leve!

Depois de sofrer, brigar com marido, pensar, pensar e pensar muito, ler tudo que podia e mais um pouco, "entreguei".

Entreguei para o universo, para d´s, para o destino, para a vida.... vou fazer o que o possível, dentro dos meus limites.
Decidimos continuar com a mesma médica e acreditar que vai dar certo. E o que o certo e o melhor não será nem o normal e nem a cesárea e sim o que for possível para mim e para meu filho.

Também decidi não me deixar levar tanto para nenhum dos lados, nem o humanista/naturalista radical e nem o outro extremo. Estou em busca do equilíbrio, do que tem mais a ver comigo. Nem lá, nem cá. Afinal, penso que tudo que é  extremo não é bom, não importa o que seja.

Assim, consigo curtir melhor esse finalzinho da gestação, sem preocupações, sem angustias e sem expectativas. Apenas quero ver o meu neném.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Livro "Parto Ativo" e meus atuais pensamentos sobre esse esperado momento


Esse livro é 100% recomendável em todos os sites/blogs favoráveis ao parto normal/natural.

Li em um dia, tamanho envolvimento com o tema abordado.

O  "conceito" do livro é que o parto é instintivo, que a mulher sabe o que deve ser feito no momento. O livro mostra posturas de yoga que conduzem a mulher aos seus próprios instintos.

Também explica a fisiologia, o que acontece com o nosso corpo no momento do parto. Isso foi novidade para mim, e achei muito importante entender exatamente o que vai acontecer e quais são as intervenções existentes e nem sempre necessárias. Fiquei com mais vontade de ter um parto natural, em uma posição vertical e vi que é possível.

Antes, alguns aspectos fisiológicos do parto me intimidavam. Como por exemplo, defecar durante o processo do nascimento. Ou gritar ou gemer.... sempre fui contida nos meus sentimentos, sempre tive dificuldade em expor e agora entendo que tudo isso faz parte do parto, do processo do nascimento e estou achando lindo! Quero mais é liberar meus "demônios" e colocar para fora tudo que sempre guardei. Tudo que sempre me ensinaram a guardar...  ser a princesinha, a menina educada que sempre agrada todos ao seu redor.... No parto, serei a mulher, selvagem, primitiva. Seguirei minhas vontade. E sinto que posso conseguir e agora acredito que a dor faz parte do processo. Que a dor nos eleva a outro plano, aonde nada mais importa. Aonde podemos ser nós mesmas, sem amarras, sem pré-conceitos.
Não é uma dor patológica como nos fazem crer! E sim uma dor de renascimento... do meu renascimento como mulher, como pessoa e do nascimento do meu filho, uma parte de mim.

Espero, de coração, que daqui algumas semanas eu possa escrever meu relato de parto e confirmar tudo isso que penso nesse momento. Pode ser que amanhã ou depois eu mude de idéia (por isso não gosto de contar para as pessoas as minhas expectativas, não quero pré nem pós julgamentos, pois realmente não sei o que vai ser), mas estou cada vez mais esclarecida sobre minha vontade, que é genuína e nem sei de onde vem.

Enfim, gostei muito de ter lido, ainda vou reler alguns capítulos com mais atenção. 

Meu próximo passo é seguir meu instinto, minha voz interior e buscar um obstetra humanizado que vai me dar todo apoio necessário. Isso, para mim, ainda é um obstaculo muito grande a ser vencido. Gosto demais da minha médica, que me acompanha desde sempre. Mas, apesar dela concordar nas consultas com minhas vontades, sinto, desde que engravidei que na hora H não será bem assim.

O outro obstaculo será meu marido que não pode ter mais gastos nesse momento e um médico humanizado dificilmente atende pelo convênio. Mas acredito que se tiver que ser, se eu tiver que passar por esse momento, vou conseguir um jeito de encaixar tudo da melhor forma possível.

Ufa, mais uma vez uso o blog como momento de reflexão e desabafo. A internet tem sido uma grande aliada nas informações de qualidade e na troca de experiências. Caso contrário, eu continuaria pensando, sem embasamento nenhum, que o parto normal é coisa do passado, de quem não tem condições financeiras ou dos "naturalistas"!





domingo, 26 de maio de 2013

Dilema da semana: A escolha da maternidade

Mamães,

Esse era meu dilema atual. Semana passada fomos visitar a maternidade do Hosp. Santa Catarina e essa semana fomos ao São Luiz.
São os dois que meu convênio atende. Pró-Matre estava fora de cogitação, pois queremos que tenha toda a infra de um hospital.

No Santa Catarina,  fomos bem atendidos. A visita começou na hora marcada, tudo organizado. Estávamos nós e mais um casal. Primeiro ela deu alguns papéis com infos gerais, como valores, serviços opcionais, lista de enxoval para a maternidade. Também deram folhetos explicativos sobre os tipos de teste do pezinho e sobre coleta de células-tronco. E um cd da Johson com dicas e cuidados para o bebê.

Depois, assistimos um video explicativo sobre a maternidade, aonde muitas das minhas dúvidas foram respondidas. Em seguida, ela abriu para perguntarmos tudo e fomos ver uma acomodação.

No São Luiz, senti que a consultora foi mais atenciosa e entendia mais de todos os assuntos. Muito simpática, paciente, a visita foi mais completa.  Estávamos em 5 casais, deram folhetos explicativos com valores e fizemos uma visita pelos apartamentos, alas e berçário.

Segue um quadrinho comparativo com os principais itens que eu tinha dúvidas. As informações foram as respostas dadas no momento da visita, mas é sempre bom verificar todas as informações.
 



Decidimos pelo São Luiz pelos motivos:
1- minha obstetra costuma atender mais lá;
2- é muito perto do consultório da minha obstetra (ela poderia ir a pé numa emergência);
3- da minha casa a distância é praticamente a mesma entre as maternidades;
4-gostamos mais da infra do São  Luiz e do fato de ter um berçário pequeno por andar, ando ficam numero limitados de bebês;
5- tem mais salas no centro cirúrgico e mais apartamentos;
6- tem mais salas para parto humanizado, com banheira e todos os apetrechos necessários;
7- o São Luiz oferece mais serviços durante e pós internação, além de brindes como kit da Johson, malinha para passeio, sling com pezinho do bebê e nome... coisas que não contariam mas que nos encantam.

De qualquer forma, fica registrado que ontem precisei passar pelo P.A. e fomos no Santa pois nos sentimos mais familiriazados (ainda não tinha ido no São Luiz); Fui muito bem atendida, as enfermeiras e medica foram nota 10! Me senti super segura e a vontade se fosse ter o bebê lá!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Devaneios de uma grávida VI: o famoso e batido assunto do parto, mas que para mim é novidade

Ok, sei que ando um tanto quanto obsecada pelo assunto "parto normal". Que só penso nisso, só leio sobre isso e tenho pesquisado bastante.


imagem google

Não sei de onde vem essa minha vontade...um dos fatos é que acho lindo e mágico esse momento, o outro é que tenho pavor de cirurgias (mas, quando precisar vou colocar silicone, fazer um mini lipo...rá-rá).  Minha mãe teve parto cesárea e nunca me incentivou nem desincentivou  a ter o normal. Meu marido confia 100% na obstetra e acha que tem que ser o que for melhor para mim e para o bebê. Concordo. Mas ele apoia o que eu decidir, desde que não gere mais gastos e tem receio da dor que vou sentir.

E eu?  Eu, tenho medo, muito medo... mas também não sei do que. Não das dores, acho que sou forte e vou conseguir aguentar com apoio de pessoas queridas e que me estimulem positivamente. Tenho medo dos mitos que ouvimos, do bebê nascer com ombro quebrado, etc.
Pretendo ter anegelsia, mas não quero um parto normal repleto de intervenções. Não quero fazer uso prolongado da ocitocina, nem fórceps e etc. Talvez episio se for realmente necessário.

As vezes sinto que meu primeiro parto não vai exatamente como desejo, por medo. Medo do desconhecido, medo de não ter apoio suficiente da equipe médica (apesar de confiar e conversar bastante com a obstetra sobre minhas vontades), medo da equipe médica despreparada dos hospitais, medo, medo e mais medo! Será medo a palavra certa a ser usada?
Talvez seja o fato de saber que não posso controlar o que vai acontecer.

Fico fantasiando o seguinte: que entre 39 e 40 semanas  irei a uma consulta de rotina, onde descobriremos que estou com uns 3 cm de dilatação.... com contrações espaçadas e apenas incômodas.
Minha médica vai mandar eu ir para casa, descansar, arrumar tudo, comer bem, tomar um bom banho de banheira e controlar o desenvolvimento das contrações.
Em algumas horas, as contrações ficarão mais fortes  e reguladas (mas suportáveis, conseguirei meditar e respirar me mantendo serena e calma para o tão esperado momento). Ligaremos para ela que nos mandará para a maternidade verificar.
Chegarei lá com 6cm a 7cm, direto para sala de parto. Onde, talvez, aceite a indução já que falta pouco e a anestesia. Em pouco tempo meu filho faz a passagem num parto com muito amor aonde eu participei quase que ativamente.

Depois, na minha segunda gestação (sabe-se lá quando), acho que vou ter coragem para fazer o parto natural.
Rá-rá-rá. Tô ficando louca mesmo! Tenho que parar com essa mania de querer saber o que vai acontecer e como vai acontecer. Preciso aprender a esperar o tempo de cada coisa.

Já dizia o ditado que a ignorância pode ser sábia. Vejo mulheres passarem imunes pela gestação, pelo menos aparetemente. Não se importam como vai ser o parto, nem sabem como é o procedimento, não sentem grandes mudanças, etc. São mais conformadas, tudo é como tem que ser. Por um lado é bom, não é?

Pelo menos, estou realmente disposta a ter a companhia de uma doula durante todo o processo (vontade que sempre tive, mas ainda não fui atrás por falta de incentivo).

Enfim, devaneios e desabafos a parte, segue um link muito interessante do blog tudosobreminhamae onde a Camila conta como é o parto na Alemanha.

http://tudosobreminhamae.com/blog/2013/3/25/bom-dia-meu-nome-dra-x-e-sou-quem-ir-fazer-sua-cesrea

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Agora é fazer barulho para que a lei seja aprovada!!

 
Hospitais da Rede Pública e Privada DEVEM aceitar Doulas. Vamos fazer Barulho para que essa lei seja aprovada. Esse é o fruto das nossas marchas e do ativismo real e virtual. Parabéns para todas as ativistas.

Projeto de Lei n.250, publica...do no Diário Oficial do Estado de SP em 1/05/2013.

Agora é fazer barulho para que a lei seja aprovada!!

PROJETO DE LEI Nº 250, DE 2013
Dispõe que maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres, da rede pública e privada do Estado de São Paulo ficam obrigados a permitir a presença de doulas durante todo o período de trabalho
de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECRETA:
Artigo 1º - Maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres, da rede pública e privada do
Estado de São Paulo ficam obrigados a permitir a presença de doulas durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente.
§ 1º - Para os efeitos desta lei e em conformidade com a
qualificação da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações),
código 3221-35, doulas são acompanhantes de parto escolhidas livremente pelas gestantes e parturientes, que “visam prestar suporte contínuo à gestante no ciclo gravídico puerperal, favorecendo a evolução do parto e bem-estar da gestante”, com certificação ocupacional em curso para essa finalidade.
§ 2º - A presença das doulas não se confunde com a
presença do acompanhante instituído pela Lei Federal
11.108/2005.
§ 3º - Os serviços privados de assistência prestados pelas
doulas durante todo o período de trabalho de parto, parto e
pós-parto imediato, bem como despesas com paramentação, não acarretarão qualquer custos adicionais à parturiente.
Artigo 2º - As doulas, para o regular exercício da profissão,
estão autorizadas a entrar nas maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres, da rede pública e privada do Estado de São Paulo, com seus respectivos instrumentos de trabalho, condizentes com as normas de segurança e ambiente hospitalar.
Parágrafo único - Entende-se como instrumentos de trabalho das doulas:
I - bolas de fisioterapia;
II - massageadores;
III - bolsa de água quente;
IV - óleos para massagens;
V - banqueta auxiliar para parto;
VI - Demais materiais considerados indispensáveis na
assistência do período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
Artigo 3º - Fica vedada às doulas a realização de procedimentos médicos ou clínicos, como aferir pressão, avaliação da progressão do trabalho de parto, monitoração de batimentos cardíacos fetais, administração de medicamentos, entre outros,
mesmo que estejam legalmente aptas a fazê-los.
Artigo 4º - O não cumprimento da obrigatoriedade institu-
ída no “caput” do artigo 1º sujeitará os infratores às seguintes
penalidades:
I - advertência, na primeira ocorrência;
II - se estabelecimento privado, multa de 100 UFESP na
próxima, dobrada em cada outra reincidência, até o limite de
2.000 UFESP;
III - se órgão público, o afastamento do dirigente e aplica-
ção das penalidades previstas na legislação.
Parágrafo único - Competirá ao órgão gestor da saúde
da localidade em que estiver situado o estabelecimento a
aplicação das penalidades de que trata este artigo, conforme
estabelecer a legislação própria, a qual disporá, ainda, sobre a aplicação dos recursos dela decorrentes.
Artigo 5º - Os sindicatos, associações, órgãos de classe dos
médicos, enfermeiros e entidades similares de serviços de saúde do Estado de São Paulo deverão adotar, de imediato, as providências necessárias ao cumprimento da presente lei.
Artigo 6º - O Poder Executivo regulamentará esta lei, no
que couber, no prazo de 60 (sessenta) dias após sua publicação.
Artigo 7º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVA
Este projeto de lei demanda que maternidades, casas de
parto e estabelecimentos hospitalares congêneres, da rede
pública e privada do Estado de São Paulo ficam obrigados a
permitir a presença de doulas durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente.
Desde os primórdios da humanidade foi se acumulando
um conhecimento empírico, fruto da experiência de milhares de mulheres auxiliando outras mulheres na hora do nascimento de seus filhos. O nascimento humano era marcado pela presença experiente das mulheres da família: irmãs mais velhas, tias, mães, avós.
Atualmente, os partos acontecem em ambiente hospitalar
e rodeado por especialistas: o médico obstetra, a enfermeira, o anestesista, o pediatra... cada qual com sua especialidade e preocupação técnica pertinente. Cada vez maior, a hospitalização do parto deixou as nossas mulheres desenraizadas e isoladas, sem nenhum apoio psico-social.
A figura da doula surge justamente para preencher esta
lacuna, suprindo a demanda de emoção e afeto neste momento de intensa importância e vulnerabilidade. É o resgate de uma prática existente antes da institucionalização e medicalização da assistência ao parto.
A palavra doula vem do grego e significa “mulher que
serve”. São mulheres capacitadas para brindar apoio continuado a outras mulheres, (e aos seus companheiros e/ou outros familiares) proporcionando conforto físico, apoio emocional e suporte cognitivo antes, durante e após o nascimento de seus filhos.
A organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da
Saúde de vários países entre eles o Brasil (portaria 28 de maio de 2003) reconhecem e incentivam a presença da doula. Tem se demonstrado que o parto evolui com maior tranqüilidade, rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como
fetais. Torna-se uma experiência gratificante, fortalecedora e favorecedora da vinculação mãe-bebê. As vantagens também ocorrem para o Sistema de Saúde, que além de oferecer um serviço de maior qualidade, tem uma significativa redução nos custos dada a diminuição das intervenções médicas e do tempo
de internação das mães e dos bebês.
"O apoio físico e empático contínuo oferecido por uma
única pessoa durante o trabalho de parto traz muitos benefícios, incluindo um trabalho de parto mais curto, um volume significativamente menor de medicações e analgesia epidural, menos escores de Apgar abaixo de 7 e menos partos operatórios." (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. OMS. Maternidade segura. Assistência ao parto normal: um guia prático. Genebra: OMS, 1996)

Em face de sua relevância, esperamos contar com o
imprescindível apoio das Senhoras Deputadas e Senhores Deputados para a aprovação do presente projeto de lei.
Sala das Sessões, em 24-4-2013
a) Leci Brandão - PC do B

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Renascimento do Parto

"Se a mulher quiser um parto normal ela precisa lutar ferrenhamente contra o sistema e praticamente se formar em Obstetrícia para conseguirem desviar de tantos mitos que envolvem o assunto", Érica de Paula - idealizadora do filme "O Renascimento do Parto", que questiona a realidade obstétrica no Brasil.

Como já falei antes aqui no blog, sou 100% favorável ás mulheres terem poder de decisão de como será o seu parto. Quer cesária eletiva? ok. Quer um parto humanizado de cócoras em casa?ok.
O importante é a mulher (e o casal) decidir e optar, dentro das possibilidades (obviamente,existem casos em que não há escolha) e não ser uma decisão imposta pelos médicos, hospitais, pelo sistema do plano de saúde no Brasil.

Veja o link com reportagem da revista TPM:
http://revistatpm.uol.com.br/entrevistas/o-renascimento-do-parto.html

Aproveitando, vi  a pouco o novo comercial de dia das mães da loja Renner. Gostei da iniciativa, o comercial está bem feito e é tocante. Pode ser mais um "apelo" para conseguirmos mudar a perspectiva dos partos no Brasil. Infelizmente não encontrei no youtube para disponibilizar o link.



terça-feira, 16 de abril de 2013

Projeto estimula novas casas de parto humanizado em São Paulo

Fiquei feliz com a notícia. Pelo menos, é um começo.
Apesar do meu parto ser uma incógnita (e isso é um dilema para outro post), sou super a favor e acho maravilhoso as mulheres terem o direito de escolher e serem respeitadas. Está mais do que na hora da classe médica (generalizando) ter consciência disso.
É uma pena que são poucos os médicos que lutam pelo parto normal, natural, humanizado.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2013/04/projeto-que-regulariza-casas-de-parto-em-sp-deve-ser-aprovado-no-proximo-semestre
Cidadania

Projeto estimula novas casas de parto humanizado em São Paulo

Proposta que tramita desde 2009 foi aprovada em primeira votação na Câmara Municipal. Precisa passar por uma segunda análise para então seguir a sanção do prefeito Fernando Haddad
Publicado em 08/04/2013, 12:35
Última atualização às 14:06


São Paulo – O Projeto de Lei (PL) 542, que estabelece as diretrizes para o Programa de Parto Normal em Casas de Parto, tramita há quatro anos na Câmara Municipal. A proposta foi aprovada em primeira votação na semana passada e estabelece condições para realizações de partos humanizados e fora do ambiente hospitalar. Depois da segunda votação, se aprovado, segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad.
A vereadora e autora do PL, Juliana Cardoso (PT), explica que a iniciativa visa a regulamentação das casas de parto e incentiva a ampliação e uso destas unidades. “O projeto vem para estimular que as pessoas tenham o entendimento do quanto também podem ter um serviço a mais, acolhedor. Este projeto dá a segurança para que se tenha mais casas na cidade de São Paulo, pelo menos uma em cada região”, disse em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Atualmente, existem apenas duas casas de parto em São Paulo. A única unidade pública municipal fica no bairro de Sapopemba, zona leste da capital, criada ainda na gestão de Luiza Erundina, em 1988. Esta foi a primeira casa de parto do país. A outra instituição é a Casa Ângela, na zona sul, vinculada à ONG Monte Azul, que funciona há quase 30 anos com financiamentos internacionais.
De acordo com a sanitarista Deborah Delage, que milita desde 2006 na área, não houve incentivos do poder público municipal nos últimos anos para a questão. “As casas de parto são grandes desconhecidas do grande público, o que se deve ao fato de na última gestão (José Serra/Gilberto Kassab) não se dar a esta estratégia um destaque nas políticas públicas, e no desincentivo às mulheres a procurarem esse tipo de atendimento.”
Débora realiza um estudo no Departamento de Saúde Materno-Infantil na Faculdade de Saúde Pública da USP sobre o conflito de interesses nas escolhas por cesáreas. “Há instituições hospitalares que implantam programas de humanização das práticas, mas sem mudar realmente a prática do trabalho das equipes. Humanizar a prática é colocar a usuária no centro do cuidado.”