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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Devaneios de uma grávida - Expectativas

Esses dias, lendo um post de um blog que adoro - macetes de mãe - fiquei pensando quais são as minhas expectativas com relação a maternidade e descobri que são muitas.

O que me preocupa, uma vez que expectativa gera frustração e não quero, conscientemente, que meu filho já tenha essa "carga" antes mesmo de nascer!

Enfim, resolvi listar algumas dessas expectativas para depois que ele nascer eu voltar a ler e fazer um balanço geral...

1- Chupeta. A futura mamãe aqui, afirma que vai evitar ao máximo dar chupeta. Afinal, se ele nunca pegou uma não sabe o que está perdendo... Esse item já tem grande chance de não acontecer no primeiro mês...rsrs.

2- Dar o peito. Quero muito amamentar exclusivamente até os 6 meses e depois continuar pelo menos até 9/12 meses...A futura mamãe aqui, afirma que não vai dar complementos ou mamadeira.... Será? Também tem grande chance de não acontecer bem assim. 

3- Evitar dele assistir tv. Essa não vou nem comentar, porque acho que no primeiro choro vou ligar a galinha pintadinha.

4- Evitar ao máximo brincar no tablet e levar brinquedinhos e livrinhos para os restaurantes.

5- Minha vaidade. Hoje em dia, que estou male male trabalhando em casa, já está bem difícil de me arrumar como antes. Tá certo que não preparei um enxoval de gestante e minhas roupas estão limitadas, mas tenho certeza que com um pouco de criatividade eu conseguiria sair da calça de moletom e do legging. Espero, quando ele nascer, pelo menos conseguir tirar o pijama pela manhã e me arrumar o básico, fazer a unha....
Já estou sentindo falta de me sentir bonita, mas ao mesmo tempo tenho uma preguiiiiiça...

Também me imagino voltando a forma rapidamente e ficando com o corpo melhor que antes!

Existem milhares outros itens que depende do dia tenho uma expectativa diferente... não tenho pensando muito sobre como vai ser o dia a dia depois que ele nascer (o que pode ser bom ou ruim).

Tem horas que afirmo com toda certeza do mundo que não vou querer ajuda de ninguém. Outras me vejo ligando desesperada para alguém.
Digo que não vou deixá-lo com a empregada, nem sogra e que não quero que ninguém se acostume a ficar em casa com ele, mas e quando eu precisar dar uma escapadinha? Um almoço com as amigas?
Será mesmo que vou ser tão inseparável dele assim?

Ele nem nasceu e eu já tenho sentimento de posse e ciúmes! Nesse ponto, espero muito que aconteça o oposto e que eu queira sair um pouco sozinha.

Trabalho é outro item. O principal eu acho. Tenho zero idéia do que vai ser, o que me deixa sem chão. Sei que não quero mais atuar como arquiteta e tenho a expectativa de fazer algo que gosto, com horários flexíveis e ter minha independência! Tá fácil, né?

Ai ai quantos dilemas e quantas expectativas!





segunda-feira, 24 de junho de 2013

Em busca do equilíbrio interno

É sério, acho que consegui "entregar" o assunto do parto. Estou mais leve!

Depois de sofrer, brigar com marido, pensar, pensar e pensar muito, ler tudo que podia e mais um pouco, "entreguei".

Entreguei para o universo, para d´s, para o destino, para a vida.... vou fazer o que o possível, dentro dos meus limites.
Decidimos continuar com a mesma médica e acreditar que vai dar certo. E o que o certo e o melhor não será nem o normal e nem a cesárea e sim o que for possível para mim e para meu filho.

Também decidi não me deixar levar tanto para nenhum dos lados, nem o humanista/naturalista radical e nem o outro extremo. Estou em busca do equilíbrio, do que tem mais a ver comigo. Nem lá, nem cá. Afinal, penso que tudo que é  extremo não é bom, não importa o que seja.

Assim, consigo curtir melhor esse finalzinho da gestação, sem preocupações, sem angustias e sem expectativas. Apenas quero ver o meu neném.


domingo, 23 de junho de 2013

Curso de gestantes da Mat. São Luiz

Sábado fomos no curso intensivo ( um dia das 8hs as 18hs ) da mart. São Luiz.

Confesso que resolvemos fazer o curso sem grandes expectativas, fiquei na dúvida se seria um bom investimento e se seria necessário. Também estava com receio de ouvir milhares de regras de como tem que agir, etc etc... Mas não foi assim. Foram dicas ótimas, sem imposição de nada, explicaram os dois lados de tudo, para que cada um nós pudesse formar uma opinião.
Não ouvi criticas e nem "faça assim".

Quanto a ser um bom investimento, penso que depende da possibilidade de cada pessoa e não, não acho necessário, mas a-do-ra-mos e recomendo.

Aprendi diversas coisas que nem imaginava, também gostei de conhecer um pouco a equipe do hospital. Todos foram super atenciosos e vai ser bom já ter conhecido alguns quando estiver internada.

Foi ótimo entender todos os passos que vão acontecer quando eu for internada. O pediatra explicou todos os procedimentos que são feitos nos bebês e tudo foi mostrado em vídeos. O curso foi dado por uma obstetriz, especialista em amamentação, maravilhosa. Bem humorada, inteligente e extremamente competente.

Além do aprendizado e de desmistificar muitos itens (afinal todo mundo dá palpite e tem algo para falar quando se refere a maternidade), concretizamos mais o fato que teremos um bebezinho daqui a pouco conosco.

E foi muito bom ter ido com o marido. Afinal, eu estou sempre me informando, lendo, conversando com outras mães etc e acho que o curso aproximou mais ainda essa nova realidade para o casal, não só para mim, como mãe.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Livro "Parto Ativo" e meus atuais pensamentos sobre esse esperado momento


Esse livro é 100% recomendável em todos os sites/blogs favoráveis ao parto normal/natural.

Li em um dia, tamanho envolvimento com o tema abordado.

O  "conceito" do livro é que o parto é instintivo, que a mulher sabe o que deve ser feito no momento. O livro mostra posturas de yoga que conduzem a mulher aos seus próprios instintos.

Também explica a fisiologia, o que acontece com o nosso corpo no momento do parto. Isso foi novidade para mim, e achei muito importante entender exatamente o que vai acontecer e quais são as intervenções existentes e nem sempre necessárias. Fiquei com mais vontade de ter um parto natural, em uma posição vertical e vi que é possível.

Antes, alguns aspectos fisiológicos do parto me intimidavam. Como por exemplo, defecar durante o processo do nascimento. Ou gritar ou gemer.... sempre fui contida nos meus sentimentos, sempre tive dificuldade em expor e agora entendo que tudo isso faz parte do parto, do processo do nascimento e estou achando lindo! Quero mais é liberar meus "demônios" e colocar para fora tudo que sempre guardei. Tudo que sempre me ensinaram a guardar...  ser a princesinha, a menina educada que sempre agrada todos ao seu redor.... No parto, serei a mulher, selvagem, primitiva. Seguirei minhas vontade. E sinto que posso conseguir e agora acredito que a dor faz parte do processo. Que a dor nos eleva a outro plano, aonde nada mais importa. Aonde podemos ser nós mesmas, sem amarras, sem pré-conceitos.
Não é uma dor patológica como nos fazem crer! E sim uma dor de renascimento... do meu renascimento como mulher, como pessoa e do nascimento do meu filho, uma parte de mim.

Espero, de coração, que daqui algumas semanas eu possa escrever meu relato de parto e confirmar tudo isso que penso nesse momento. Pode ser que amanhã ou depois eu mude de idéia (por isso não gosto de contar para as pessoas as minhas expectativas, não quero pré nem pós julgamentos, pois realmente não sei o que vai ser), mas estou cada vez mais esclarecida sobre minha vontade, que é genuína e nem sei de onde vem.

Enfim, gostei muito de ter lido, ainda vou reler alguns capítulos com mais atenção. 

Meu próximo passo é seguir meu instinto, minha voz interior e buscar um obstetra humanizado que vai me dar todo apoio necessário. Isso, para mim, ainda é um obstaculo muito grande a ser vencido. Gosto demais da minha médica, que me acompanha desde sempre. Mas, apesar dela concordar nas consultas com minhas vontades, sinto, desde que engravidei que na hora H não será bem assim.

O outro obstaculo será meu marido que não pode ter mais gastos nesse momento e um médico humanizado dificilmente atende pelo convênio. Mas acredito que se tiver que ser, se eu tiver que passar por esse momento, vou conseguir um jeito de encaixar tudo da melhor forma possível.

Ufa, mais uma vez uso o blog como momento de reflexão e desabafo. A internet tem sido uma grande aliada nas informações de qualidade e na troca de experiências. Caso contrário, eu continuaria pensando, sem embasamento nenhum, que o parto normal é coisa do passado, de quem não tem condições financeiras ou dos "naturalistas"!





domingo, 16 de junho de 2013

Feira de Gestante, bebê e criança - Eu fui e amei!

Fui e amei!
Preços ótimos e bons fornecedores!

Consegui comprar tudo que faltava.... Mas deixei tudo na casa da minha mãe para lavar, senão colocava as fotinhos.

Achados: macacões de plush por R$ 9,90, com abertura frontal e bem quentinhos.
Conjuntinhos de calça e moleton de plush com body por R$ 28,00. Um mais lindo que o outro!
Bodys para maternidade com gola bordada por R$ 29,90 (eu já tinha comprado 2, sem ser na feira, por ~R$ 70,00!).
Comprei também capa protetora para carrinho e para bebê conforto por R$ 75,00 cada.

Mantinhas de tricot por R$ 57,00 e roupinhas de tricot lindas.

Além de varão para cortina, rolinho para colocar atrás do trocador, entre outros.

Também gostei dos stands informativos, sobre vacinas, parto humanazado entre outros.

Corre lá que termina hoje! Na Bienal do Ibirapuera.


domingo, 9 de junho de 2013

E você, já ouviu falar em doula?

Ultimamente percebi que são pouquíssimas pessoas que sabem o que é e o que faz uma doula.
Muitas gestantes não conhecem e a maioria dos obstetras nem citam no pré-natal.

Eu mesma, antes de frequentar aulas de yoga e de mergulhar nesse universo da maternidade, também nunca tinha ouvido falar.

Segundo o site doulas:

"A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões."

É isso ai. Pessoalmente, ainda não vivenciei o momento do parto, mas acredito muito no apoio de uma doula. Não que a doula possa mudar o processo natural do que vai acontecer, mas apóia, incentiva e conforta a gestante para que essa tenha, apesar da dor, força de vontade e se empodere para conseguir lidar da melhor forma com o momento mágico do parto.

Mais infos:
-www.doulas.com.br
-www.partoativobrasil.com.br
-www.partodoprincipio.com.br

terça-feira, 28 de maio de 2013

Continuando sobre as tais contrações..uma madrugada de descobertas!E será que a natureza é tão sabia assim?

Alegrias de grávida: Chorar de emoção ao saber que as tais contrações que não passavam com buscopan e só aumentavam de intensidade era, na verdade, uma tremenda dor de barriga!
Viva, viva! Nunca fui tão feliz com uma virose que dura 4 dias, e uma madrugada inteira sentada no banheiro!

Agora é repouso, gatorade, água de coco, batata, batata e mais batata. E esperar passar.

Mas no meu desconforto surgiram alguns pensamentos. Será que a natureza é assim tão sábia?
Você deve estar se perguntando "quem é você para questionar isso?!" e eu respondo: sou uma gestante de pequeno porte, mais precisamente 1.55m de altura (apesar de sempre achar que era 1.59m), no inicio do 3° trimestre com um bebê grande na barriga.
Não foi na escola que aprendemos que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo? Foi, foi sim, tenho certeza. Na aula de física.

E como se explica isto na gestação? Não se explica, porque simplesmente não tenho espaço para tanto bebê, tanta bexiga cheia, tantos gases, sem falar nas costelas... ou são elas, ou o pé do meu querido filho (a boa noticia é que ele já está virado e parece não ter muito espaço para desvirar).

Minha proposta é a seguinte: crescer para cima, tanto quanto cresço para frente!  Rá.
Ele ficaria mais acomodado e eu com menos desconfortos! Mesmo que depois voltasse a altura original... ué, o útero não volta?

E assim seguimos, entre dores nas costas, nas costelas e muita, muita alegria de saber que está tudo ótimo!
Filho, mamãe te ama mesmo assim, viu?

Mas vem logo....




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Devaneios de uma grávida VII: minha auto-análise sobre as minhas falsas contrações

Esse final de semana começaram as tais falsas contrações. Não, não dói, mas assusta.
Porque sempre imagino o pior? O que vem na minha cabeça é a bolsa rompendo, meu filho mega prematuro e mais e mais pesquisas na net para saber se ele sobreviveria nascendo essa semana!
Socorro!  Tá tudo bem... não é nada de mais e a muitas gestantes passam por isso.

Acharam que era infecção urinária, mesmo eu não sentindo nada de diferente... entraram com antibiótico e hoje saiu o resultado do exame..tchan tchan tchan... nada! Ou seja, que bom! Tirando o fato que tomei remédio "á toa", e isso me estressa num grau!!!

Mas a recomendação é continuar com o buscopan e mesmo assim, continuo sentindo uns desconfortos, o que me deixa apavorada. A outra recomendação é repouso. Ok, repouso significa não fazer muita coisa, né? Mas pode ir no super mercado, cozinhar, arrumar uma coisinha ou outra? Não sei, mas fiz isso hoje e tive a famosa dorzinha novamente...ai ai ai, aí a consciência pesou.

Amanhã vou ficar em casa, no sofá, bonitinha, com as pernas para cima, pensando que seria bom começar a lavar as roupinhas do baby, encomendar o quandro e lembrançinhas da maternidade e deixar a mala pronta!

Segundo minha auto-análise psicológica, ou melhor, meu último devaneio.... acho que estava me sentindo culpada por não estar mais trabalhando e ficando muito em casa ou passeando (visitando amigas, indo ao shopping, ao clube), então comecei a ter as tais contrações...assim tenho motivo concreto para o repouso! Será? Alguma psicóloga de plantão lendo isso?

Se for isso, menos mal, não é? Não vejo a hora de fazer o ultrassom e ter certeza que o colo do útero não está fino, que está bem fechadinho, que o liquido está suficiente, entre outros. Mas ainda falta uma semana inteira para o dia chegar!

Enquanto isso.... luto contra as "caraminholas" da minha tão pensativa cabeça...



Alguém ai com dor nas costas?

Pois é, as minhas começaram.... e para alegria do marido, segue uma cartilha com movimentos de massagens para alivio....

fonte: web, não sei site :(

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Devaneios de uma grávida VI: o famoso e batido assunto do parto, mas que para mim é novidade

Ok, sei que ando um tanto quanto obsecada pelo assunto "parto normal". Que só penso nisso, só leio sobre isso e tenho pesquisado bastante.


imagem google

Não sei de onde vem essa minha vontade...um dos fatos é que acho lindo e mágico esse momento, o outro é que tenho pavor de cirurgias (mas, quando precisar vou colocar silicone, fazer um mini lipo...rá-rá).  Minha mãe teve parto cesárea e nunca me incentivou nem desincentivou  a ter o normal. Meu marido confia 100% na obstetra e acha que tem que ser o que for melhor para mim e para o bebê. Concordo. Mas ele apoia o que eu decidir, desde que não gere mais gastos e tem receio da dor que vou sentir.

E eu?  Eu, tenho medo, muito medo... mas também não sei do que. Não das dores, acho que sou forte e vou conseguir aguentar com apoio de pessoas queridas e que me estimulem positivamente. Tenho medo dos mitos que ouvimos, do bebê nascer com ombro quebrado, etc.
Pretendo ter anegelsia, mas não quero um parto normal repleto de intervenções. Não quero fazer uso prolongado da ocitocina, nem fórceps e etc. Talvez episio se for realmente necessário.

As vezes sinto que meu primeiro parto não vai exatamente como desejo, por medo. Medo do desconhecido, medo de não ter apoio suficiente da equipe médica (apesar de confiar e conversar bastante com a obstetra sobre minhas vontades), medo da equipe médica despreparada dos hospitais, medo, medo e mais medo! Será medo a palavra certa a ser usada?
Talvez seja o fato de saber que não posso controlar o que vai acontecer.

Fico fantasiando o seguinte: que entre 39 e 40 semanas  irei a uma consulta de rotina, onde descobriremos que estou com uns 3 cm de dilatação.... com contrações espaçadas e apenas incômodas.
Minha médica vai mandar eu ir para casa, descansar, arrumar tudo, comer bem, tomar um bom banho de banheira e controlar o desenvolvimento das contrações.
Em algumas horas, as contrações ficarão mais fortes  e reguladas (mas suportáveis, conseguirei meditar e respirar me mantendo serena e calma para o tão esperado momento). Ligaremos para ela que nos mandará para a maternidade verificar.
Chegarei lá com 6cm a 7cm, direto para sala de parto. Onde, talvez, aceite a indução já que falta pouco e a anestesia. Em pouco tempo meu filho faz a passagem num parto com muito amor aonde eu participei quase que ativamente.

Depois, na minha segunda gestação (sabe-se lá quando), acho que vou ter coragem para fazer o parto natural.
Rá-rá-rá. Tô ficando louca mesmo! Tenho que parar com essa mania de querer saber o que vai acontecer e como vai acontecer. Preciso aprender a esperar o tempo de cada coisa.

Já dizia o ditado que a ignorância pode ser sábia. Vejo mulheres passarem imunes pela gestação, pelo menos aparetemente. Não se importam como vai ser o parto, nem sabem como é o procedimento, não sentem grandes mudanças, etc. São mais conformadas, tudo é como tem que ser. Por um lado é bom, não é?

Pelo menos, estou realmente disposta a ter a companhia de uma doula durante todo o processo (vontade que sempre tive, mas ainda não fui atrás por falta de incentivo).

Enfim, devaneios e desabafos a parte, segue um link muito interessante do blog tudosobreminhamae onde a Camila conta como é o parto na Alemanha.

http://tudosobreminhamae.com/blog/2013/3/25/bom-dia-meu-nome-dra-x-e-sou-quem-ir-fazer-sua-cesrea

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Devaneios de uma gravida V: tpm monstra, preciso desabafar!

Inspira 1,2,3,4 ... Expira 1,2,3,4,5,6.... Afeeee, preciso desabafar! As respirações não adiantam mais.

Não sei o que está acontecendo comigo. Ando extremamente irritada, com tudo e com todos.
Principalmente com pessoas que dão palpites e querem ajudar! Tá bom, eu sei, só querem ajudar...mas eu pedi ajuda? Que me lembro não. Pedi conselhos? Também não.

Sim, pode me chamar de arrogante, egoísta e sei la mais o que. Posso culpar os hormônios?

Posso pagar a minha língua (e provavelmente vou), mas acho que sou totalmente capaz de cuidar sozinha do meu filho. Concordo que pessoas mais experientes tem muito a contribuir, mas eu quero descobrir sozinha (com meu marido) o nosso jeito. O jeito que o meu filho gosta.
Nunca dei banho recém-nascido...e dai? Só por isso preciso de alguém do meu lado falando o que deve ser feito? Falando como tem que lavar a roupinha, etc etc etc?

Tantas crianças nascem em condições precárias, mal tomam banho etc e sobrevivem muito bem a tudo. Se meu filho não ficar tão limpinho da primeira vez, vai ficar da segunda, ou terceira.... Se a fralda estiver mal colocada, vai vazar, vou trocar trocar trocar até que em algum momento eu aprendo a melhor forma.

Tenho total consciência que não vai ser fácil, que vou ficar exausta, com medo, inseguranças e dúvidas. Mas quero conseguir, por mim mesma, as respostas. Quando precisar, vou perguntar, vou pedir ajudar...tudo no meu tempo. Mas calma lá, ele ainda nem nasceu!

Antes estava ansiosa para que ele nascesse logo, ver a carinha dele. Continuo, mas ultimamente quero ele só para mim! E quando ele nascer vou ter que dividi-lo!  Afinal, ele é meu filho, mas também é sobrinho, neto, primo... e todos tem "direitos" sobre ele.

A sensação que tenho, é que as pessoas, no fundo não querem ajudar, e sim suprir uma necessidade de carência profunda. Necessidade de se sentirem importantes, de fazerem algo "útil" para alguém. Inconscientemente, claro. Poxa, compra um cachorro ou vai fazer trabalho voluntário!
Não deposita em mim, e no meu filho, expectativas que não sei se vou cumprir e se quero cumprir.

Ufaaaaa, desabafo feito! Estou mais leve.....


ilustração tirada do site revista crescer 







Devaneios de uma grávida IV - engordando os franguinhos e o excesso de vitaminas

Vocês notaram que os bebês têm nascido mais pesados e maiores? Ok, pode ser impressão minha. Só eu conheço bebes que nascem de 4kg para cima? Prematuros com 3kg? Isso sempre foi assim?

Há pouco tempo (mais precisamente 30anos) eu nasci com 2,500kg, no máximo 2,800kg. A gestação da minha mãe foi saudável, ela comia de tudo mas não tomava suplementos vitamínicos. Acho que naquela época nem receitavam ou era para casos especiais de anemia.

Meu devaneio da vez é uma teoria. Furada, é claro, senão não seria um devaneio. (alias, como a gestação faz agente pensar absurdos! Ou fui sempre assim?)

Penso que os médicos estão engordando nossos franguinhos, bebês,com tantas vitaminas. Eu tomo ácido fólico, polivitamínico, omêga 3 e cálcio.
Ainda como frutas, legumes e tomo pelo menos 2 xícaras de leite por dia (além do iogurte).

Sou baixinha e meu marido não é alto. Meu bebê já esta no limite do peso e da altura para idade gestacional. Gene dos avos/bisavós ou são os suplementos ?

Enfim. Se me falam que faz bem, continuo a engordar a cria, mas com a dúvida - excesso de vitamina faz mal?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Devaneios de uma grávida III: surto psicótico ou gravidez? como contei, a boa nova, para o marido

O blog é para mim um espaço para organizar e arquivar minhas vivências e emoções. Então, resolvi postar como foi que engravidei..... Ops, isso vocês já deveriam saber! Bom, antes mesmo da menstruação atrasar eu já sabia que estava grávida, e é essa historinha que conto a seguir.

Dezembro de 2012, quase férias, várias festinhas de final de ano, um mês relax... eu havia tirado com DIU com consentimento do meu marido, afinal o assunto gravidez era um tema presente em nossas conversas. Mas não tinha pressa e não gostaríamos de chegar naquele momento de desespero e ansiedade absurda por um filho. Não queríamos transar com data e hora marcada, então deixamos rolar....

Eu queria muito engravidar, o quanto antes. Não por achar que estava na idade ideal, ou por ser a hora, ou por ver as amigas, etc...não sei explicar. Uma vontade muito grande, interna mesmo, será que era o tal relógio biológico? Já vivenciava a maternidade muito antes de começar a tentar. Lia blogs, lia relatos de parto, tirava dúvidas com as amigas mães.

Meados de Dezembro. Meu marido "deixando rolar" e eu, na intenção. Apressadinha que sou, comecei a pesquisar na internet quais eram os sintomas da fecundação, sintomas da concepção e assim por diante. E não é que eu tinha todos! Ou foi um surto psicótico ou eu estava, de fato, muito conectada com meu "eu interior". Pois são sintomas sutis, praticamente imperceptiveis.

Divagações a parte, serei mais objetiva na história.

Dia 19/12/12, quarta-feira (dias antes das férias de final de ano), lá fui eu para mais uma sessão de terapia (claro que a gravidez também era assunto recorrente). Eu tinha a certeza absoluta que estava grávida mas ainda faltavam 10dias para a data prevista da menstruação. Iríamos  para praia na sexta-feira por uns 15 dias. Férias merecidas, eu estava num ritmo louco de trabalho.
E, advinha, as férias estavam atrapalhando tudo! Meu dilema era como eu ia curtir (leia-se, beber, correr, andar de bicicleta, etc) ? E se eu realmente estivesse grávida? Não queria fazer nada de "errado". Por outro lado, e se não passasse de um surto psicótico? Eu deixaria de aproveitar as férias e ainda ficaria extremamente frustada quando a menstruação viesse.

O caso devia estar sério, minha psicanalista já me preparando.... "olha, tem casais que demoram mais de um ano para engravidar, é super normal","você quer tanto engravidar que está sugestionando os sintomas, seria melhor parar de ler sobre isso, deixar de fato rolar","ta bom, ta bom, estou vendo que essa ansiedade não vai passar assim.... o que acha de fazer um exame de sangue antes de viajar?"

Sorriso de orelha a orelha. Era uma ótima idéia, já que ela, como médica, poderia me receitar.
Outra angústia tomou conta de mim, será que eu queria mesmo saber se estava ou não? E se não, teria que esperar mais um longo mês... ai ai ai.

Mesmo assim, resolvi pegar o atestado e decidir depois se faria ou não o exame.
Abre aspas, até então meu marido não sabia de nada. Não quis contar para ele dos meus sintomas. Acho que ele iria se sentir pressionado e preocupado, pois sabia provavelmente eu não estaria grávida e viram longos meses de ansiedade pela frente, tudo que ele não queria.

Dia 20/12. Resolvi acordar bem cedo e ir fazer o exame, em segredo, antes de trabalhar. Consegui seguir com meu dia, obra, escritório, casa..sem pensar no assunto!

Dia 21/12. Último dia de trabalho do ano, a viagem marcada para depois do almoço.
Tinha um b.o. (termos de peão) em um obra. Marquei com o pedreiro as 8hs para dar tempo de fazer tudo pela manhã.
8h15m, nada dele. 8h30m, nada dele. 8h45m e eu ainda sentada no banco do prédio esperando. Celular, só na caixa... pensei que ele já estivesse tomando umas e outras. Mesmo assim, resolvi que esperaria até as 9hs.

Enquanto isso, não é que acho o protocolo do exame?O resultado iria sair por volta do 12hs. Mas já que estava sem fazer nada, resolvi olhar pelo celular mesmo. Tchan tchan tchan, resultado já estava disponível. Com as mães tremendo, cliquei. HCG 24.
E o que isso significa? Abaixo de 1, negativo. Acima de 25, positivo. E 24??? é o que? Ligeiramente grávida?

Pedreiro chegou e eu muito nervosa. Subimos para resolver o b.o.
Entre uma furadeira e outra, rezando para não pegar um cano, quebrar um azulejo, etc, tentava ligar para minha G.O. que já estava viajando. Então, mandei uma mens. para psicanalista, afinal ela é médica, mãe e devia saber o que o 24 significava.
Alguns minutos se passaram, talvez mais de meia hora e meu telefone toca! Era ela.... "Andrea, Parabéns! Pelo visto, você tinha razão."

Eu estava ligeiramente grávida! Eu sabia, eu sabia! Depois ela me explicou que o óvulo foi fecundado, mas que podia não vingar. Parece que isso acontece, e tem mulheres que nem ficam sabendo, pois acabam menstruando depois de um tempo. O ideal seria refazer o exame dentro de alguns dias para ver se a taxa do HCG aumentará.

E agora, conto ou não conto para o meu marido? Ele precisava saber! Sempre imaginei que quando engravidasse, minha menstruação atrasaria alguns dias, nós desconfiaríamos e então, teste de farmácia. Mas, resolvi sentir tudo que tinha direito antes do tempo.

Então, sai da obra, parei numa loja de bebê e comprei um babador. Parei numa papelaria e comprei uma caixa. Depois fui para o escritório, escrevi um cartão, coloquei o resultado do exame junto.

Cheguei em casa logo após hora do almoço. Meu marido estava sonolento no sofá, me esperando.
Entreguei a tal caixa, sem nada escrito.

Ele abriu a caixa, leu o cartão, viu o babador e nada! Simples assim, nada! Não entendeu!
fofo, né? imagina o susto da pessoa!!
Alguns minutos depois: "o que é isso?"
eu: "um babador"
ele: "para que?"
eu: "para o bebê usar"
ele: "que bebê?" (minha cunhada estava grávida e ele pensou que fosse uma lembrançinha para ela)
eu: "você leu o cartão?"
Mais minutos se passaram.... ele leu novamente o cartão.
ele: "como assim, você tá grávida?como isso aconteceu?" (preciso explicar?)
eu: "ligeiramente grávida".

Mistos de emoções....primeiro ficou irritado, pois fiz o exame sem contar e desconfiava sem contar.
Depois, enxurrada de lágrimas.

Resumindo, fomos para praia e levamos um teste de farmácia. No dia previsto para menstruação, fizemos o teste e deu positivo. Não contamos para ninguém pois queríamos aguardar os 3 primeiros meses.
Quando chegamos fizemos um jantar de começo de ano e contamos a novidade para pais/mães e irmãos. E desde então, só alegrias!













terça-feira, 14 de maio de 2013

Da série Decoração: Cronograma das etapas da decoração

Olá queridas,
Fiz um cronograma esquemático dos meses da gestação e o momento de definir cada etapa da decoração. Espero que ajude! 


Algumas dicas gerais:

Primeiro defina a parte civil da decoração, ou seja, tudo que envolver obra. Vai fazer forro de gesso? Vai trocar o piso? Precisa de mais tomadas? Pintura?
Para isso você precisa do projeto (por projeto entende-se a definição de como serão as paredes, se vai ter papel de parede ou não, quais as cores, se vai ter marcenaria sob medida, etc)  e do lay-out (disposição dos móveis de acordo com as medidas), para depois ir atrás de definir o mobiliario e estilos.

Importante: apesar de tudo ser feito e comprado em etapas, é bom pensar no quarto em geral. Por isso, pesquise muito, leia revistas especializadas, veja fotos de referências em blogs.

Acho importante já saber o sexo do bebê, por isso considero o projeto e definições a partir do 3°/4°mês de gestação.

Importante: Faça uma planilha de gastos. Como mãe de primeira viagem, tem itens que são caros e eu não tinha idéia.... além do que, tudo para bebê é lindo e fofo e queremos o melhor para nosso filhotes, então é bom se programar, ter um "budget". Em um próximo post, vou mostrar a minha planilha.

Segundo: depois de já ter uma idéia de como será a decoração no geral, é hora de definir e encomendar os móveis, inclusive a marcenaria sob medida. Sempre certifique-se das medidas do quarto e dos móveis.

Em paralelo a essa definição, pode-se começar a "obrinha", já sabendo qual cor da parede, gesso, iluminação, tudo tem que estar definido mesmo que ainda não tenha sido entregue. Não deixe  a obrinha para depois do 5° mês! Mão de obra não é fácil: atrasam, faltam, fazem sujeira/poeira e você não vai querer se stressar mais ainda com isso. Tenha alguém para fazer a limpeza diariamente durante a obrinha, se estiver morando junto e no final, claro.

Terceiro: hora de ver e encomendar a parte mais decorativa, como kit de berço, trocador, porta fraldas. Tem diversos modelos, um mais lindo que o outro e diversas estampas.

Importante: se o quarto for neutro, use e abuse dos kit´s coloridos e estampados.(exemplos aqui e aqui)
se já fizer uso de cores nas paredes ou papel de parede marcante, o kit do berço deve ser neutro.

Gosto de deixar itens complementares para o final, quando os móveis estão no lugar e já visualizamos bem. Por itens complementares considero a mesinha lateral de apoio à poltrona (geralmente compramos pronta-entrega e é um item que podemos ousar, fazer com outra cor e temos que ver quanto espaço sobrou), tapetes, abajur, quadrinhos...e até mesmo prateleiras, nichos.

Importante: se for ter marcenaria planejada, deixe a ultima demão de pintura para depois da montagem da marcenaria. Por mais cuidadoso que o marceneiro seja, eles sujam todas as paredes. Também é bom deixar alguma mão-de-obra avisada (ou ter um zelador bacana) que será preciso uma visita final, para colocar prateleiras, quadros, cortina, talvez o lustre que não chegado a tempo, etc.
Dica: meu marido não tem prática com furadeira e colocação de coisas, então sempre que eu preciso chamo o seguro residencial (o meu é o do carro e tem incluso serviços residenciais). São ótimos e fazem quase tudo.

Se precisar de ajuda, escreva um comentário que eu te passo meus contatos.
Com as medidas do quarto é possível fazer um projeto ou consultoria "online".

 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sem mais!

 
Não me lembro de onde "peguei" essa imagem. Sei que faz tempo, muito tempo. Nem pensava em engravidar.  Na verdade, tinha acabado de conhecer meu marido. E me apaixonei pelo que estava escrito, pela delicadeza, sutilidade! Não é lindo? Não diz tudo e mais um pouco? Nunca imaginei que um dia a usaria para ser "logo/tema" de um blog... E hoje, compartilho dessa imagem com toda emoção e sentimento que sinto nesse momento tão especial da minha vida. Até agora, sem dúvida, o MELHOR momento da minha vida. Bjinhos

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Enxoval em Miami: cremes gestação

Meninas,

Que a marca Mustela é considerado o melhor creme para prevenir estrias, hidratar, firmar o busto e etc, todo mundo sabe. E que o preço não ajuda muito, também. Mesmo assim, quando fui fazer enxoval em Miami resolvi investir um pouquinho em mim e comprei sim alguns produtos da Mustela (já que eu estava lá compensava, né?) mas pensando em usar no final da gestação, quando a pele da barriga estiver mais esticada.


A boa é que como alternativa ao Mustela, estou usando e adorando os cremes da Palmer´s, próprio para gestantes. Comprei o hidratante, óleo e a manteiga e o resultado tem sim ótimo (nenhuma estria nova por enquanto). O cheirinho é uma delicia e é super fácil de encontrar em qualquer farmácia como wallgreens, cvs e nas lojas de departamento de bebês como buybuybaby e baby r us.
Foi indicação de uma amiga que morou nos EUA e agora faço questão de indicar também. Sem falar no preço.... ~$ 8,00 !!!




E claro, sugiro o bom e velho óleo de amêndoas sempre que sair do banho. Afinal, hidratação nunca é demais.